- Doenças de ouvido em pets podem evoluir para quadros graves e até neurológicos se não forem tratadas, diz o médico-veterinário Pedro Risolia, da Petlove.
- Otites bacterianas costumam ocorrer pelo acúmulo de umidade nas orelhas, que cria ambiente para bactérias e inflamação, podendo levar a complicações graves.
- Se não tratada, a doença pode alcançar o ouvido interno, colocando em risco a vida do animal com abscessos no sistema nervoso, perda de audição e meningite.
- Cães com orelha caída, como Cocker Spaniel, Beagle, Golden Retriever e Basset Hound, têm maior suscetibilidade, pois o formato da orelha facilita a proliferação de microrganismos e de sarna otodécica.
- Sinais incluem coceira, vermelhidão, excesso de cera e cheiro adocicado; alguns casos são assintomáticos. A prevenção envolve proteger o ouvido durante o banho com algodão hidrófobo e higienizar a cada quinze dias ou quando houver sujeira.
Muitos tutores ainda não identificam um problema silencioso que pode evoluir para quadros graves: as doenças de ouvido em pets. Segundo o médico-veterinário Pedro Risolia, da Petlove, essas infecções podem surgir sem sintomas flagrantes e avançar para situações complexas se não tratadas.
As otites bacterianas geralmente têm origem no acúmulo de umidade nas orelhas. Esse ambiente favorece a proliferação de microrganismos e provoca inflamações que prejudicam o dia a dia do animal e podem levar a desfechos graves.
Quando não tratada adequadamente, a doença pode sair da otite externa e atingir o ouvido interno. Doenças mais graves elevam o risco de abscessos no sistema nervoso, perda de audição e, em casos extremos, meningite, conforme aponta Risolia.
Como proteger o ouvido dos pets
Cães com orelhas caídas têm maior risco, especialmente as raças Cocker Spaniel, Beagle, Golden Retriever e Basset Hound. Esse formato facilita a retenção de umidade e o aparecimento de infecções, incluindo sarna otodécica.
Fique atento aos sinais: coceira permanente, vermelhidão, excesso de cera ou cheiro adocicado. Também é comum o animal chacoalhar a cabeça ou esfregar as orelhas em móveis.
Alguns problemas, como a sarna otodécica, podem ser assintomáticos e evoluir silenciosamente. Por isso, o diagnóstico precoce é o diferencial, com visitas regulares ao veterinário.
Para a prevenção diária, Risolia recomenda manter a proteção do ouvido durante o banho, usando algodão hidrófobo para evitar entrada de água. A higienização deve ser feita de forma cuidadosa, a cada 15 dias ou apenas quando houver sujeira visível, para não remover a proteção natural da região.
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