- Revisão científica publicada em maio de 2026 associa o uso prolongado de anabolizantes à disfunção erétil e ao hipogonadismo em homens jovens, especialmente entre 28 e 33 anos.
- O desequilíbrio hormonal ocorre pela supressão do eixo hormonal, reduzindo a produção natural de testosterona.
- A testosterona influencia desejo sexual e ereção, e a supressão pode diminuir a libido e a capacidade erétil.
- Além da saúde sexual, o uso pode elevar o LDL, reduzir o HDL, aumentar a viscosidade do sangue e estar relacionado a inflamações e doenças cardiovasculares, com impactos também no humor.
- Não há diferença apenas entre uso médico e estético: a prescrição para fins estéticos é proibida; a recuperação da função hormonal pode ocorrer após interromper, variando conforme idade, tempo de uso e dose.
O uso prolongado de anabolizantes tem sido associado a disfunção erétil e hipogonadismo em homens jovens, aponta uma revisão científica publicada em maio de 2026. O estudo agrega evidências de que desequilíbrios hormonais decorrentes dessas substâncias afetam a função sexual. Especialistas ressaltam a importância de acompanhamento médico e informação confiável.
A revisão analisou casos entre homens geralmente na faixa de 28 a 33 anos, período em que a função sexual costuma estar no auge. Além da disfunção erétil, foi observada relação com a redução da produção natural de testosterona, conhecida como hipogonadismo. Sintomas comuns incluem queda da libido, fadiga e dificuldades sexuais.
O mecanismo principal envolve o desequilíbrio hormonal causado pelo uso indiscriminado. O organismo interpreta a testosterona elevada como suficiente e reduz os estímulos aos testículos, provocando queda na produção natural. A partir disso, a libido e a ereção podem ficar comprometidas.
Impactos na saúde vascular e emocional
Especialistas destacam que os anabolizantes também elevam o LDL e reduzem o HDL, aumentam a viscosidade sanguínea e geram inflamação, fatores de risco cardiovascular. Alterações vasculares podem agravar problemas de ereção. Sintomas como irritabilidade, ansiedade e alterações de humor também foram relatados.
Uso médico versus uso estético
É essencial diferenciar uso terapêutico, indicado para deficiência comprovada de testosterona, de uso recreativo ou estético. A Resolução nº 2.333/2023 do CFM proíbe a prescrição de esteroides para fins estéticos ou melhoria de desempenho sem deficiência hormonal.
Recuperação da função hormonal
Muitos pacientes conseguem recuperar parte ou total da função hormonal após interromper o uso, mas o tempo de recuperação varia conforme idade, tempo de exposição e dose. Em alguns casos, podem ser necessários tratamentos para estimular a produção hormonal e tratar a disfunção.
Sinais que merecem avaliação
Queda acentuada da libido, ausência de ereções matinais, fadiga persistente e dificuldade para manter a ereção são sinais que justificam avaliação com urologista. Informações claras e orientação médica são consideradas fundamentais pelos especialistas para evitar consequências graves.
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