- Dores nas costas, especialmente na região lombar, por ficar longas horas sentado com a postura inadequada.
- Rigidez no pescoço e nos ombros causada pela rotina frente às telas.
- Formigamento nas pernas devido à circulação prejudicada e compressão de nervos.
- Ganho de peso pelo menor gasto energético ao permanecer sentado por períodos prolongados.
- Dicas para reduzir impactos: levantar-se a cada cinquenta ou sessenta minutos, alongar-se e manter atividades físicas regulares.
O aumento do trabalho remoto e o uso intenso de telas ampliaram as horas em que o corpo fica imóvel. O tempo sentado excessivo pode impactar a saúde musculoesquelética, cardiovascular e até mental. A informação vem de especialistas que alertam para sinais precoces.
O ortopedista Dr. João Grangeiro, diretor médico da ABBR, reforça que o organismo foi feito para se mover. Ao ficar muito tempo na mesma posição, diversos sistemas do corpo sofrem, principalmente músculos, articulações e circulação.
Identificar esses sinais precocemente ajuda a prevenir problemas mais graves no futuro, segundo o médico. A seguir, oito sinais comuns de que o excesso de tempo sentado pode estar prejudicando a saúde.
Sinais de alerta
1. Dores frequentes nas costas
A sobrecarga na coluna, especialmente na lombar, aparece com horas sentado sem postura adequada.
2. Rigidez no pescoço e nos ombros
Longos períodos olhando telas geram tensão muscular na região cervical.
3. Formigamento nas pernas
A circulação reduzida e compressão de nervos podem causar dormência.
4. Inchaço nos pés e tornozelos
A pouca movimentação atrapalha o retorno venoso, favorecendo edema.
5. Perda de flexibilidade
Músculos e articulações tendem a ficar mais rígidos com a inatividade.
6. Cansaço constante
Falta de movimento pode afetar metabolismo e disposição, mesmo sem esforço.
7. Ganho de peso
Gasto energético menor facilita acúmulo de gordura corporal.
8. Dificuldade para manter boa postura
Músculos estabilizadores da coluna podem enfraquecer com o tempo.
Como reduzir os impactos
Changes simples na rotina ajudam. Levantar-se a cada 50–60 minutos para caminhar, alongar e evitar longos períodos na mesma posição é recomendado. Atividades físicas regulares também ajudam a compensar o sedentarismo, segundo o especialista.
Dores persistentes, limitações de movimento ou desconfortos frequentes devem ser avaliados por um profissional de saúde para evitar evolução de problemas musculoesqueléticos.
Por Júlia Vianna
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