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Exoplaneta gigante tem temperatura de quase 600 °C

O exoplaneta HD 80606 b, com quatro vezes a massa de Júpiter, enfrenta aquecimento de até 593 °C durante a aproximação à estrela, alterando a atmosfera em horas

O planeta gasoso tem cerca de quatro vezes a massa de Júpiter e vive por um dos percursos mais extremos do espaço - (crédito: Divulgação/NASA)
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  • O exoplaneta HD 80606 b tem aproximadamente quatro vezes a massa de Júpiter e tem uma órbita muito alongada, alternando entre regiões relativamente frias e aquecimentos intensos em poucas horas.
  • Durante a aproximação mais próxima da estrela, a temperatura pode chegar a cerca de 593 °C, aquecendo rapidamente a atmosfera.
  • O Telescópio Espacial James Webb registrou mudanças rápidas na atmosfera do planeta, com aquecimento mais forte do que modelos anteriores previam.
  • Em apresentação na 248ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, pesquisadores destacaram que um único ciclo de observação fornece informações que normalmente levariam anos para serem obtidas em outros sistemas.
  • Também foram observados indícios de mudanças químicas na atmosfera, com sinais de metano e monóxido de carbono.

O telescópio espacial James Webb registrou mudanças rápidas na atmosfera do exoplaneta HD 80606 b, que recebe calor extremo em poucos momentos. A temperatura pode chegar a quase 593 °C durante a aproximação à estrela.

HD 80606 b tem cerca de quatro vezes a massa de Júpiter e uma órbita muito alongada. Parte do tempo fica distante da estrela e, em seguida, mergulha para regiões quentes, recebendo energia de forma abrupta.

A observação ocorreu durante a aproximação mais próxima à estrela que o planeta realiza em sua trajetória, com dados coletados pela NASA usando instrumentos de análise espectral da luz emitida pelo planeta.

Mudanças na atmosfera

Os cientistas destacam que o aquecimento supera modelos anteriores, sugerindo uma resposta atmosférica rápida a flutuações de energia. O estudo usa a leitura de temperatura ao longo da órbita para entender os processos.

Hoje, há indícios de alterações químicas relevantes na atmosfera, incluindo sinais de metano e monóxido de carbono. Esses elementos ajudam a reconstruir a dinâmica de um ambiente tão instável.

A pesquisadora Laura Mayorga, da Universidade Johns Hopkins, ressaltou a oportunidade única de estudar um gigante gasoso fora do nosso sistema. As observações foram apresentadas na 248ª reunião da Sociedade Astronômica Americana.

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