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Nova tinta preta para carros absorve até 99,9% da luz

Revestimento ultrafino combina negro de fumo e nanotubos de carbono, absorve 99,9% da luz e cria efeito de buraco negro em carros de luxo

O pigmento ultrapreto é um compósito com propriedades físicas, elétricas e térmicas próprias e que, por vezes, podem superar as dos seus componentes iniciais
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  • Pesquisadores chineses desenvolveram um pigmento composto de negro de fumo e nanotubos de carbono que absorve cerca de 99,9% da luz visível, criando o efeito de um “buraco negro” nos veículos.
  • O avanço foi apresentado em artigo publicado pela revista Matter & Light na quinta-feira, 18, descrevendo o processo de produção da coloração para automóveis.
  • O revestimento usa um compósito com aglutinante e é aplicado por pulverização, assegurando aderência à lataria e boa estabilidade em testes de água e umidade.
  • A demanda pela cor ultrafunda tem ganhado espaço na China, associada ao luxo, com empresas de revestimento buscando implementação em larga escala.
  • Desafios futuros incluem melhorar a processabilidade industrial, aumentar a proporção de nanotubos de carbono e desenvolver filmes com índice de refração gradiente para ainda mais absorção de luz.

Nesta quinta-feira 18, pesquisadores chineses apresentaram uma tinta preta para carros que absorve até 99,9% da luz. O pigmento é composto por negro de fumo e nanotubos de carbono, formando um compósito avançado para automóveis.

O estudo, publicado pela revista Matter & Light, descreve a produção e as propriedades do revestimento. O objetivo é criar um preto profundo, com efeito visual de buraco negro, utilizado por montadoras para conferir elegância aos veículos.

A aplicação envolve um aglutinante de revestimento e um pulverizador, permitindo a fixação do material na lataria. A fórmula também apresenta propriedades térmicas, elétricas e mecânicas distintas.

Segundo Zhiwei Liu, da Nipsea Group, a cor associada ao luxo já influencia a decisão de compra, fortalecendo a demanda por tecnologias de pigmentação no setor automotivo chinês.

A ideia central é a absorção estrutural da luz, superando métodos tradicionais que limitavam a intensidade da cor. Em testes, o material demonstrou desempenho estável em ambientes de água e umidade.

Desafios apontados pelos pesquisadores incluem a escalabilidade industrial e a compatibilidade com processos de dispersão de nanotubos de carbono, além de equilibrar a concentração de nanotubos.

Os autores indicam que futuras etapas centram-se na validação de desempenho do filme e na busca por maior proporção de nanotubos, sem comprometer a manufacturabilidade em larga escala.

A meta a longo prazo é desenvolver revestimento ultranegro com camadas múltiplas e índice de refração gradiente para reduzir reflexões e ampliar a absorção da luz visível.

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