- Doutoranda da UFRN, Gláucia Lidiane Silva, acusa a Universidade Miguel Hernández de Elche, na Espanha, de plágio do que chamou de “Método Taylor Swift” para ensino de botânica.
- Segundo ela, a metodologia usa videoclipes e referências da cantora para facilitar o aprendizado e aproximar estudantes de conteúdos científicos.
- O método foi apresentado no Congresso Internacional de Botânica em Madri, julho de 2024, e publicado, no ano seguinte, na revista Annals of Botany.
- Gláucia afirma que o professor espanhol apresentou a mesma metodologia como inovação própria, sem citar a origem do trabalho, após identificar semelhanças com um capítulo de livro da mesma instituição.
- Para buscar apoio jurídico internacional, a pesquisadora lançou uma campanha no Vakinha, com meta de R$ 30 mil; já arrecadados mais de R$ 12 mil.
Uma pesquisadora brasileira envolve uma universidade espanhola em uma disputa de plágio relacionada a um método de ensino de botânica. A denúncia ganhou repercussão internacional após ser apresentada em eventos e publicada em uma revista de referência.
Gláucia Lidiane Silva, doutoranda da UFRN, acusa a Universidade Miguel Hernández de Elche de utilizar sem autorização o que chama de “Método Taylor Swift”, que emprega videoclipes e referências da cantora para facilitar o ensino de botânica. Segundo ela, a ideia foi criada entre 2020 e 2021.
O caso ganhou visibilidade após o método ter sido apresentado no Congresso Internacional de Botânica em Madri, em julho de 2024, e posteriormente publicado na Annals of Botany, uma das principais revistas da área. A pesquisadora afirma que o material espanhol acompanha a metodologia como se fosse inovação própria.
Gláucia relata que encontrou semelhanças entre o seu trabalho e um capítulo de livro da universidade espanhola, sem menção à autoria original. Ela aponta que a instituição descreve a abordagem como criação própria sem citar a origem.
Antes de tornar público, a pesquisadora teria tentado resolver a questão com o professor e com representantes da universidade, além de comunicar formalmente a instituição, a editora e o pesquisador. Sem acordo, decidiu buscar vias jurídicas em âmbito internacional.
Para custear o processo, Gláucia abriu uma campanha no Vakinha, visando cerca de R$ 30 mil para cobrir despesas legais, abertura de ação e recursos. A Bolsista da Capes afirma não ter condições de arcar sozinha com os custos.
A campanha já atraiu apoio de pesquisadores, estudantes e fãs da cantora, com mais de R$ 12 mil arrecadados, o equivalente a pouco mais de 40% da meta. A mobilização também envolve a comunidade científica brasileira.
Segundo a pesquisadora, a disputa ultrapassa o caso pessoal e busca defender metodologias de educadores que dedicam anos à inovação científica. Ela diz atuar para valorizar a produção acadêmica brasileira e defender a integridade de trabalhos educacionais.
Como apoiar, segundo a campanha, qualquer valor pode contribuir para as despesas jurídicas da ação internacional movida pela pesquisadora. A notícia não cita fontes adicionais, apenas as informações divulgadas pela própria interessada.
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