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Translocação de rinocerontes no Nepal tem números bons, mas habitat ruim

População de rinocerontes translocados em Bardiya cresce para 38, mas habitat fragmentado obriga deslocamento em busca de alimento e água

A greater one horned rhino eats water plants from a river in Janakauli community forest bordering Chitwan National Park, 2010. Image by AP Photos/Gemunu Amarasinghe.
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  • Em Bardiya National Park, no oeste do Nepal, a população de rinocerontes-nos-horns (Rhino unicornis) chegou a 38 indivíduos, segundo o censo mais recente.
  • Um estudo recente usa rastreamento por GPS em cinco dos oito Rinocerontes translocados de Chitwan em 2016–2017 para analisar seus movimentos.
  • Os relatos indicam que a área de moradia dos rinocerontes é ampla principalmente por falta de pastagens, florestas ribeirinhas fragmentadas e escassez sazonal de água e alimento no Babai Valley.
  • Inundações em 2015 e 2017 reduziram áreas de pastagem e pontos de banho, levando os animais a percorrer distâncias maiores fora de seus locais de soltura.
  • Especialistas destacam que, apesar do ganho populacional, o habitat pode não sustentar uma população autossustentável sem restauração ambiental, mais indivíduos e possivelmente realocações adicionais.

Nepal continua a ampliar a população de rinocerontes-indianos em perigo no Parque Nacional de Bardiya, no oeste do país. O censo recente aponta 38 animais na área, resultado positivo de quatro décadas de esforços de reintrodução iniciados em Bardiya e áreas vizinhas.

A expansão populacional começou após a transferência de rinocerontes do Chitwan para Bardiya na década de 1980 e reforços posteriores, mas a fauna enfrenta desafio de habitat. A instabilidade de recursos alimentares e de água, associada a cheias e secas, preocupa a ciência.

Habitat em ebulição

Um estudo recente com cinco dos oito animais remigrados entre 2016 e 2017, marcados por GPS, mostrou que o uso da área de casa é amplo e irregular. O maior raio de atuação em Babai Valley decorre da falta de pastagens e de florestas ribeirinhas fragmentadas, além da irregularidade de água ao longo do ano.

Os pesquisadores destacam que inundações em 2015 e 2017 reduziram zonas de pastagem e pontos de banho, levando os rinocerontes a percorrer distâncias maiores. A área de Babai Valley pode não sustentar uma população viável sem restauração de habitat ou reposicionamento para locais mais adequados.

Awater, recursos hídricos e áreas de lama são determinantes para o bem-estar dos animais. O confronto entre a influência de correntes de água e a disponibilidade de forragem potencializa deslocamentos, com possível deslocamento para locais como Katarniaghat, na vizinhança indiana, onde há água e terreno mais planos.

Lições e perspectivas

A pesquisa reforça que a obra de conservação não se resume apenas a números populacionais. A qualidade do habitat, a disponibilidade de alimento, água e áreas de banho influenciam a sobrevivência a longo prazo. A taxa de crescimento nacional do rinoceronte aponta tendência de recuperação, porém é essencial manter a gestão de habitat.

Especialistas ressaltam que futuras translocações devem considerar a funcionalidade ecológica dos rinocerontes, incluindo seu papel como mega-herbívoros e engenheiros de ecossistemas. O monitoramento de filhotes e seu sucesso adaptativo é parte crucial da avaliação.

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