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Tratamento para insônia avança, mas estilo de vida é determinante

Medicamento novo para insônia promete tratar pela via da orexina, mas eficácia depende de mudanças de hábitos e acompanhamento médico

Foto: Agência Einstein
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  • O lemborexante, vendido como Dayvigo, foi aprovado no Brasil em 2025 e age bloqueando os receptores de orexina (OX1 e OX2) para facilitar o sono.
  • Tratamentos tradicionais costumam usar benzodiazepínicos, drogas Z e alguns antidepressivos/off-label, que podem causar dependência, sonolência e alterações na arquitetura do sono.
  • Em estudos, o SUNRISE 1 mostrou redução do tempo para adormecer e melhoria na eficiência do sono; o SUNRISE 2 revelou que mais de 30% dos tratados atingiram resposta para início do sono, frente a 18% no placebo, com manutenção de 30% a 35% de sono estável.
  • O uso deve ser prescrito por médico, com monitoramento, já que pode provocar sonolência diurna, fadiga, sonhos vívidos e paralisia do sono, além de interação com álcool ou depressores do SNC.
  • Mudanças de estilo de vida, incluindo terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) e ajustes no sono, são importantes e podem, em algum momento, permitir a redução ou retirada da medicação.

O tratamento para a insônia evolui, mas manter hábitos saudáveis continua fundamental. Em 2025, um fármaco aprovado no Brasil promete atuar de forma diferente dos convencionais, com foco direto na orexina, neuropeptídeo ligado ao estado de vigília. O objetivo é facilitar o sono sem depender fortemente de sedação.

O medicamento, chamado lemborexante, deverá chegar ao mercado nacional sob a marca Dayvigo. Ele pertence aos antagonistas duplos do receptor de orexina (DORA), atingindo os receptores OX1 e OX2. A ideia é reduzir a hiperatividade cerebral que sustenta a insônia crônica e favorecer o adormecimento por meio de mecanismos fisiológicos.

Tratamentos comuns hoje envolvem benzodiazepínicos, drogas Z e alguns antidepressivos usados off-label. Esses fármacos atuam principalmente aumentando o GABA, o que desacelera o cérebro, mas podem trazer efeitos como dependência, sonolência residual e quedas a longo prazo, segundo especialistas do Einstein Hospital.

Como age o lemborexante

Em estudos, o SUNRISE 1 mostrou que o lemborexante reduziu o tempo até adormecer e aumentou o total de sono por noite em comparação com placebo e zolpidem. RESULTADOS indicaram ganhos superiores a 60 minutos de sono adicional para os participantes.

O SUNRISE 2, com seis meses de duração, confirmou benefícios consistentes. Mais de 30% dos pacientes apresentaram resposta para o começo do sono, frente a 18% no grupo placebo, e os índices de manutenção do sono ficaram entre 30% e 35% nos grupos ativos.

Especialistas ressaltam que o medicamento não supre apenas a necessidade de sono, mas atua diminuindo o estado de hiperalerta. O avanço é visto como uma das mudanças mais relevantes no tratamento farmacológico da insônia nas últimas décadas.

Estilo de vida importa

A insônia atinge cerca de 16% da população global, estimados em 852 milhões de pessoas, segundo pesquisa de 2025. Fatores como exposição à luz artificial, jornadas longas, ansiedade e uso excessivo de telas ajudam a manter o problema.

Mesmo com o medicamento, a avaliação médica é essencial, pois a insônia pode ter causas variadas, incluindo apneia, dor crônica ou consumo de cafeína e álcool. Em muitos casos, terapias não farmacológicas, como a TCC-I, adiantam resultados.

A TCC-I, por vezes realizada online, pode reduzir sintomas em até 30% sem medicação. Técnicas incluem reeducação do sono, controle de estímulos e higiene do sono. O manejo integrado facilita a recuperação de padrões mais estáveis de sono.

Mudanças no estilo de vida também ajudam: evitar dispositivos na cama, reduzir ruídos e luz, manter temperatura agradável e praticar atividade física. Essas medidas, associadas ao tratamento médico, podem permitir a retirada eventual de medicamentos.

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