- Pesquisadores da Universidade de Maryland criaram a Smart Underwear, uma roupa íntima inteligente com sensores que monitoram gases intestinais 24 horas por dia.
- Em estudo publicado na Biosensors and Bioelectronics: X, adultos saudáveis produzem, em média, 32 puns por dia, quase o dobro do que a literatura aponta (14 ± 6).
- O dispositivo rastreia o hidrogênio dos gases intestinais para mapear a flatulência e ajudar a medir o metabolismo da microbiota ao longo do dia.
- A variação individual foi alta, com totais diários entre quatro e 59 eventos.
- Pesquisas anteriores dependiam de métodos invasivos ou autorrelatos, o que limitava a detecção de gases, especialmente durante o sono.
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA) desenvolveu uma peça vestível chamada Smart Underwear para mapear gases intestinais ao longo do dia. O objetivo é medir a produção de flatulência com precisão e reavaliar estimativas anteriores.
O estudo, liderado pelo professor assistente Brantley Hall e pela pesquisadora Santiago Botasini, utilizou sensores eletroquímicos para monitorar o fluxo de gases 24 horas por dia. O dispositivo fica escondido dentro da roupa íntima.
Os resultados indicam que adultos saudáveis produzem, em média, 32 eventos de flatulência por dia, quase o dobro do que costuma ser relatado na literatura médica (14 ± 6). A variação entre indivíduos, porém, foi alta, com totais diários variando de 4 a 59.
A pesquisa ressalta que métodos anteriores, invasivos ou baseados em autorrelatos, podem subestimar a ocorrência real de gases. A medição objetiva pode ampliar o rigor científico na área e ajudar a entender melhor o metabolismo da microbiota intestinal no cotidiano.
Descobertas e método
A equipe aponta que a sensibilidade visceral varia muito entre pessoas: quantidades semelhantes de gases podem ser vivenciadas de maneiras distintas. O estudo enfatiza que o monitoramento contínuo ajuda a obter dados mais confiáveis do que registros pontuais.
Sob supervisão de AR, a pesquisa reforça a importância de tecnologia vestível para estudos gastrointestinais. Os autores defendem que a nova abordagem abre caminho para futuras avaliações clínicas sem depender de relatos subjetivos.
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