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Canal de apoio emocional para jovens amplia atendimentos

Parceria entre Ministério da Saúde, UNICEF e UFRPE amplia em dez vezes o Pode Falar, de mil para onze mil atendimentos mensais e amplia conexão com a rede SUS

O Pode Falar foi desenvolvido especificamente para adolescentes e jovens e busca oferecer uma escuta acolhedora, sem julgamentos e adaptada à realidade dessa faixa etária - (crédito: Freepik)
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  • Parceria entre o Ministério da Saúde, UNICEF e a Universidade Federal Rural de Pernambuco ampliará a capacidade do canal Pode Falar de mil para onze mil atendimentos mensais.
  • O objetivo é atender adolescentes e jovens de 13 a 24 anos, fortalecendo a integração com a rede pública de saúde e assistência social.
  • O Ministério investirá mais de quinze milhões de reais em dois anos para ampliar estrutura e formação de equipes, passando de cerca de trinta para trezentos atendentes.
  • O atendimento funciona gratuitamente pelo WhatsApp, Telegram e site, com uma inteligência artificial chamada Ariel fazendo triagem inicial e encaminhamento a atendimento humano quando necessário.
  • Atualmente, o Pode Falar já realizou mais de quarenta e quatro mil atendimentos desde 2021, com foco em escuta sem julgamento e anonimato, e expansão inclui aproximação com a Rede de Atenção Psossocial do SUS.

A parceria entre o Ministério da Saúde, UNICEF e a Universidade Federal Rural de Pernambuco vai ampliar drasticamente o canal Pode Falar, voltado a jovens de 13 a 24 anos. O objetivo é aumentar de 1 mil para 11 mil atendimentos mensais, elevando a capacidade de escuta em cinco anos de atuação.

Desde 2021, o Pode Falar funciona gratuitamente de forma anônima por WhatsApp, Telegram e site, já realizando mais de 44 mil atendimentos. O novo acordo prevê investimento superior a 15 milhões de reais em dois anos para estruturar o programa e integrá-lo à rede pública de saúde e assistência social.

A expansão ocorre em meio a indicadores de piora da saúde mental entre estudantes. A PeNSE 2024, do IBGE, aponta 28,9% de 13 a 17 anos sentindo tristeza na maior parte do tempo, 32% com vontade de se machucar e 18,5% que não veem sentido na vida.

Detalhes da ampliação e operação

O atendimento é realizado por estudantes de psicologia, enfermagem, medicina, educação e áreas afins, com supervisão de professores. A plataforma utiliza uma inteligência artificial chamada Ariel para triagem inicial, com encaminhamento a atendimento humano quando necessário.

As conversas são majoritariamente por texto, com suporte para áudios. A equipe de atendimento passa de cerca de 30 para 300 profissionais em formação, ampliando a capacidade de resposta. A prioridade de casos graves é acionada por palavras-chave que aceleram o encaminhamento.

Integração com a rede de saúde e público-alvo

Entre as melhorias, a parceria prevê conexão mais direta com a Rede de Atenção Psicossocial do SUS. Os atendentes terão informações mais detalhadas sobre serviços disponíveis, incluindo unidades de saúde, assistência social e redes comunitárias.

O Pode Falar não substitui o cuidado especializado, mas atua como porta de entrada, prevenção e orientação. O foco é oferecer uma escuta sem julgamentos, com anonimato e sem coleta de dados pessoais.

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