- Em municípios pequenos com presídios, há maior concentração de homens; exemplos são Balbinos e Lavínia, em São Paulo.
- Fora das penitenciárias, cidades no Pará, Mato Grosso e Tocantins, com fronteira agrícola ou garimpo, aparecem com mais homens, como Recuso e Comaru do Norte.
- Nessas áreas de garimpo ou agropecuária, a parcela masculina pode chegar a 55% da população.
- Em cidades com presídios, a proporção de homens costuma ficar acima de 60%, chegando a 70% e, em Balbinos, superar 80%.
- No restante do país, a maioria dos municípios tem mais mulheres do que homens; as exceções estão ligadas a atividades específicas e migração.
No Brasil, a presença masculina é maior em municípios específicos, normalmente menores e com determinadas atividades econômicas. Estudo baseado no espaço do colunista do Estadão, explicando por que algumas cidades destoam da tendência nacional.
Entre os casos mais marcantes estão municípios de São Paulo como Balbinos e Lavínia, onde há mais homens. A concentração ocorre porque grande parte da população masculina está encarcerada em presídios da região.
Fora desse cenário de penitenciárias, há cidades em Pará, Mato Grosso e Tocantins com dominância masculina por atividades econômicas. Recuso, município forte na pecuária, atrai mão de obra masculina via grande criação de gado.
Comaru do Norte, no Pará, destaca-se pela presença agropecuária aliada a garimpo de ouro e manganês, referências históricas de Serra Pelada. Nessas regiões, trabalhadores masculinos migraram em busca de oportunidades.
Contexto sobre as tendências demográficas
Em muitos municípios grandes, a proporção de mulheres supera a de homens. A diferença existe em todas as faixas etárias, exceto nas fases mais avançadas da vida.
A explicação envolve mortalidade: homens tendem a morrer mais cedo, devido a violência, acidentes e doenças. Em bebês e crianças, a diferença já aparece, com maior mortalidade masculina.
Em municípios com atividades garimpeiras, agropecuárias ou instalações prisionais, observa-se maior participação masculina. Em algumas áreas, a presença de homens pode chegar a 55% da população.
Em cidades grandes, a participação masculina raramente supera 50%. Em Balbinos, Lavínia e distritos com prisões, a participação tem registrado piscas de 60% a 80% em determinados momentos.
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