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Como conversar na era da IA: pesquisadora busca vencer a lógica binária

Pesquisa propõe ampliar o diálogo na era da IA, enfrentando a polarização binária e a tecnoafetividade que molda relações e comunicação

Laura Hauser, socióloga, historiadora e pesquisadora, lança um livro que dialoga sobre o impacto da inteligência artificial na comunicação interpessoal.
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  • Laura Hauser, socióloga, historiadora e pesquisadora, lança o livro Saber conversar na Era da IA: (sobre) viver na Tecnoafetividade, sobre impactos da IA na comunicação.
  • A obra analisa a hiperconexão e a polarização nas relações humanas e na forma como nos comunicamos, impulsionadas pela tecnologia.
  • Hauser explica o conceito de tecnoatividade, usado para descrever como afetos são mediados por redes sociais e inteligência artificial.
  • A pesquisadora ressalta que consumimos conteúdo hiperpersonalizado com o objetivo de permanecer conectados, o que pode reforçar a concordância com aquilo que gostamos.
  • Ela afirma que gostaria que os leitores elevassem a “nota de corte” para sair da lógica binária de polarização e retomassem conversas em tons mais neutros.

Laura Hauser, socióloga, historiadora e pesquisadora, lança o livro Saber conversar na Era da IA: (sobre) viver na Tecnoafetividade, que discute impactos da IA na comunicação e nas relações humanas. A obra analisa a hiperconexão e a polarização provocadas por plataformas digitais.

A autora aponta que a dificuldade de dialogar com o diferente permanece, mas é potencializada pela tecnologia. O livro busca provocar reflexão sobre como conteúdos hiperpersonalizados moldam convicções e comportamentos nas redes.

Hauser define tecnoatividade como a mediação constante de afetos por redes sociais e IA, presentes tanto em relações cotidianas quanto em escolhas de consumo e de informação. A pesquisadora integra o corpo docente da PUC-SP, onde desenvolve estudos sobre ética e comportamento ligados à IA.

Sobre o livro e a autora

Em entrevista à Coluna, Hauser ressalta que o excesso de dados e modelos de previsão alimentam o consumo algorítmico, com impactos na percepção de verdade e na convivência social. A autora sugere buscar uma postura menos binária ao dialogar.

Para Hauser, o objetivo é ampliar a “nota de corte” da discussão, evitando a lógica simples de polarização. Ela afirma que a polarização ultrapassa o âmbito político e se manifesta em diversos temas do cotidiano.

Hauser possui formação em História pela Panthéon-Sorbonne e mestrado em Sociologia da Cultura pela Sorbonne-Nouvelle. No doutorado na PUC-SP, investiga impactos éticos e comportamentais da IA.

A pesquisadora afirma que a tecnologia não é apenas ferramenta, mas mediadora de afetos e decisões. O livro propõe leitura que incentive conversas mais ricas, com espaço para tons cinzentos entre extremos. Fonte: Estadão Coluna.

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