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Empresa lança tinta automotiva preta que absorve 99,9% da luz visível

Tinta preta ultrapreta, capaz de absorver 99,9% da luz visível, é desenvolvida pela Nipsea Group em Singapura para carros de luxo chineses; comercialização deve demorar

Fonte: Matter & Light/Reprodução
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  • A Nipsea Group anunciou, na quinta-feira, 18, uma tinta preta capaz de absorver 99,9% da luz visível, considerada a mais escura do mundo, para carros de luxo chineses.
  • O revestimento é feito com nanotubos de carbono e pigmentos de negro de fumo e busca oferecer um preto ultrafino com maior absorção de luz.
  • A novidade visa uso industrial e automotivo, com foco em modelos de alto padrão produzidos por montadoras chinesas.
  • A equipe responsável afirma que a absorção pode aumentar ainda mais com mais nanotubos de carbono, o que pode tornar o processamento mais complexo na produção em larga escala.
  • Embora já demonstrado em prova de conceito, o lançamento comercial dos carros com esse revestimento pode demorar, já que a Nipsea quer aprimorar o processo antes de levar ao mercado.

A Nipsea Group, empresa de Singapura, anunciou na quinta-feira (18) o lançamento de uma tinta automotiva preta que absorve 99,9% da luz visível. Chamada de ultraprota, a cor é apresentada como a mais escura do mundo para veículos. O pigmento será utilizado por montadoras chinesas de luxo.

A tecnologia nasce da ideia de replicar o conceito do Vantablack, desenvolvido pela BMW em 2019 para reduzir a refletância. O revestimento aplicado a carros de alto padrão promete um visual quase bidimensional, diferente do acabamento preto tradicional.

A tinta é produzida a partir de nanotubos de carbono combinados com negro de fumo. Essa combinação busca alinhar as partículas para aumentar a absorção de luz e obter um tom preto mais intenso do que o convencional. O resultado já mostrou boa estabilidade em testes, incluindo umidade.

O projeto envolve perspectivas de aplicação industrial ampla, com a equipe estudando o aumento da concentração de nanotubos para potencializar ainda mais a absorção. Contudo, a Nipsea aponta que o ajuste pode complicar o processamento em escala de produção.

> Desafios e perspectivas

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> A Nipsea afirma que, apesar do progresso na prova de conceito, a adoção comercial pode levar tempo. A empresa planeja aprimorar o processo antes de liberar o revestimento para o mercado automotivo na China. A tecnologia visa oferecer estética marcante para modelos de luxo, sem abrir mão da qualidade de fabricação.

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