- Pesquisador brasileiro desenvolveu a técnica Y para ninfoplastia, que pode ser feita em consultório com anestesia local e sem internação.
- Estudo com 132 mulheres (2018 a 2023) mostrou aplicação da técnica em 103 casos em que havia proeminência do capuz clitoriano.
- Mais de 90% das pacientes relataram resolução das queixas, 88% apresentaram aumento da autoestima e 83% melhoraram desejo e satisfação sexual.
- Cerca de 70% das participantes já estavam recuperadas nos primeiros dois meses após o procedimento; não houve relatos de complicações.
- A técnica busca manter a proporção entre os pequenos lábios e o capuz clitoriano, sendo indicada para quem possui queixas estéticas ou sexuais na região genital; não resolve hipertrofia clitoriana nem flacidez longitudinal.
O Brasil tem ganhado destaque na ninfoplastia, cirurgia íntima realizada para remodelar ou reduzir os lábios vaginais. O método apresentado pelo médico Igor Padovesi permite realizar o procedimento no consultório, com anestesia local e sem internação. O objetivo é tratar também a proeminência do capuz clitoriano.
A técnica Y, desenvolvida pelo ginecologista, atua nos pequenos lábios e no capuz clitoriano, buscando preservar a anatomia e melhorar a estética. O método foi validado em estudo com 132 mulheres, apresentado em congresso internacional e premiado em Barcelona.
O estudo reuniu pacientes de 15 a 69 anos submetidas a labioplastias entre 2018 e 2023. Padovesi aplicou a técnica Y em 103 casos, com foco na correção de excesso de tecido associada à proeminência do capuz.
Segundo o pesquisador, a técnica pode ser realizada por maioria das pacientes com adequado estado clínico e avaliação de transtorno dismórfico corporal, que seria a única contraindicação. O diagnóstico evita complicações futuras.
Resultados apontam alta satisfação: mais de 90% relatam resolução das queixas, 88% indicam aumento da autoestima e 83% relatam melhorias no desejo e na satisfação sexual. A recuperação costuma ocorrer em dois meses para a maioria.
Para as especialistas, a opção ambulatorial exige ambiente adequado e suporte para urgências. Embora possa ser feita sem internação, recomendam uso de infraestrutura adequada para procedimentos desse tipo.
A cirurgiã Renata Magalhães destaca que a técnica é indicada para lábios com bordas espessas ou irregulares, associada ao excesso de pele no capuz. Não substitui tratamentos para hipertrofia clitoriana ou flacidez extensa.
A padronização proposta facilita o aprendizado de médicos com menor experiência, visando resultados consistentes e reduzindo sequelas observadas em atendimentos anteriores. A técnica é apresentada como alternativa segura quando bem indicada.
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