- Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan acompanhou 422 mulheres nos Estados Unidos, por 49 dias, em relação ao uso de pílula anticoncepcional versus placebo.
- Os results indicam aumento da alimentação emocional entre quem tomou pílulas hormonais, afetando tanto a amostra total quanto mulheres com histórico de compulsão alimentar.
- A compulsão alimentar é caracterizada por episódios de consumo de grandes quantidades de comida com sensação de perda de controle, além de sinais como tristeza e culpa após as refeições.
- Nem todas as participantes desenvolveram compulsão; o estudo ressalta que o risco pode ser maior em mulheres com outros fatores de risco.
- Os autores sugerem que registrar diariamente episódios de compulsão pode ajudar no controle mesmo durante o uso de anticoncepcionais, e destacam a necessidade de pesquisas futuras para identificar grupos de maior risco e desenvolver tratamentos personalizados.
Durante estudo realizado por especialistas da Universidade Estadual de Michigan, 422 mulheres foram acompanhadas para avaliar a relação entre pílulas anticoncepcionais e compulsão alimentar. A pesquisa foi publicada no JAMA Network Open, em 17 de junho de 2024, após 49 dias de acompanhamento.
As participantes receberam pílulas com hormônios ou placebos e participaram do Registro de Gêmeos da instituição. A pesquisa se concentrou em alterações na fome emocional e no comportamento alimentar entre quem usou anticoncepcionais orais combinados e quem utilizou placebo.
Os resultados indicaram aumento da alimentação emocional entre as usuárias de hormônios, tanto na amostra total quanto entre aquelas com histórico de compulsão alimentar. O estudo afirma que nem todas as voluntárias desenvolveram o transtorno, e aponta maior risco em fatores adicionais.
Alerta de compulsão
Os autores destacam a relevância de discutir potenciais efeitos negativos dos anticoncepcionais orais combinados com pacientes. Contudo, o texto ressalta que o transtorno não é universal entre as participantes e que o risco pode ser maior para pessoas com outros fatores de risco.
A pesquisa também aponta uma estratégia útil para reduzir a compulsão: o registro diário dos episódios pode auxiliar no controle, mesmo durante o uso dos anticoncepcionais. A equipe defende ampliar ferramentas de educação para profissionais de saúde.
Futuras investigações devem identificar subgrupos de risco e orientar abordagens de tratamento personalizado. Os cientistas ressaltam a necessidade de estudos adicionais para confirmar os resultados e orientar práticas clínicas.
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