- Goma de mascar sem açúcar pode aumentar a saliva, ajudar a neutralizar acidez, remover resíduos e reduzir cáries, com benefícios também na halitose e, potencialmente, na atenção e cognição, quando usada por até cerca de 10 minutos após as refeições.
- Não substitui escovação nem uso do fio dental; use como complemento dos cuidados bucais e prefira versiones sem açúcar.
- O açúcar fortalece a desmineralização e o crescimento de bactérias; gomas sem açúcar costumam usar adoçantes como xilitol, que podem reduzir a placa bacteriana.
- Possíveis efeitos negativos: dor na mandíbula, disfunção temporomandibular, aerofagia, gases e diarreia em pessoas sensíveis a adoçantes; no refluxo, pode variar.
- Em contextos específicos, como recuperação gastrointestinal pós-operatória, há evidências de melhoria da função intestinal, mas fora disso não há comprovação ampla de benefício geral. Crianças com aparelho ortodôntico devem evitar gomas.
O hábito de Carlo Ancelotti de mastigar gomas durante partidas é tema antigo no meio do futebol. Em diferentes clubes, o treinador foi flagrado trocando de goma diversas vezes ao longo dos jogos. Ele mesmo já afirmou ter substituído o cigarro pela goma.
Especialistas destacam que o uso pode trazer benefícios quando a goma é sem açúcar e usado com moderação, por curtos períodos, principalmente após as refeições, sem substituir a higiene bucal. O consumo excessivo, porém, pode gerar prejuízos.
A goma sem açúcar pode estimular a saliva, equilibrar o pH da boca e reduzir a placa bacteriana, contribuindo para a saúde bucal e o bom hálito. Estudos também apontam possível ganho de atenção e desempenho cognitivo em alguns casos.
Benefícios e limites
Entretanto, o benefício depende do tipo de goma e da duração do uso. Mastigação por mais de 10 minutos pode favorecer desconfortos na mandíbula e a disfunção temporomandibular. O exagero ainda pode aumentar a aerofagia.
Pesquisas mostram que a saliva extra pode ajudar na remineralização do esmalte e na neutralização de ácidos. Já gomas com açúcar podem piorar a desmineralização e estimular bactérias associadas à cárie.
Quando a goma ajuda e quando não substitui higiene
A goma funciona como complemento da higiene bucal, não substitui a escovação nem o fio dental. Seu papel é temporário após as refeições, até que a higiene seja possível.
A diferença entre gomas com e sem açúcar é relevante. Adoçantes como xilitol podem reduzir a placa, enquanto açúcares promovem desmineralização. A recomendação é priorizar versões sem açúcar.
Outros impactos e aplicações
Além da boca, há indícios de que a goma pode melhorar a atenção em estudos e atividades profissionais. Pesquisas indicam melhora na concentração e no desempenho em tarefas que exigem foco.
Outro contexto associado é a recuperação gastrointestinal após cirurgias. Mastigação estimula reflexos digestivos, potencialmente acelerando a recuperação e reduzindo o tempo de internação em alguns casos.
Cuidados e exceções
O uso pode agravar DTM, causar dor na mandíbula ou estalos nas articulações. Em quem tem aparelho ortodôntico, há risco de descolamento de componentes e lesões na mucosa.
Pessoas com refluxo devem observar: a saliva extra pode ajudar, mas a aerofagia pode aumentar arrotos. Em alguns adoçantes, diarreia pode ocorrer em indivíduos sensíveis.
Recomendações finais
Especialistas orientam escolher gomas sem açúcar e usar após as refeições, por até 10 minutos. O hábito de Ancelotti, visto em campo, fica compatível com essas diretrizes quando moderado e não substitui cuidados bucais.
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