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Irmãos mais velhos são realmente os mais bem-sucedidos? O que diz a ciência

Dados dinamarqueses ligam doenças graves na primeira infância à metade da diferença salarial entre filhos mais velhos e mais novos, influenciando desenvolvimento e renda futura

Criança inteligente — Foto: Magnific
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  • Estudo do National Bureau of Economic Research, com dados da Dinamarca, aponta que primogênitos podem ganhar mais na vida adulta, com diferença estimada em torno de 1,9% entre filho mais velho e segundo filho.
  • A diferença salarial é parcialmente explicada por doenças graves na primeira infância que afetam o desenvolvimento, já que irmãos mais novos têm maior risco de hospitalização no primeiro ano.
  • Pesquisadores sugerem que as infecções na primeira infância podem reduzir a capacidade de desenvolvimento cerebral, influenciando o desempenho futuro no trabalho.
  • O estudo ressalta que é associação populacional e não regra para cada família; fatores como ambiente, cuidado parental e acesso à saúde também contam.
  • Especialistas lembram que não é necessário evitar ter mais de um filho: o cuidado com a saúde nos primeiros anos e o ambiente familiar são determinantes para o desenvolvimento.

Irmãos mais velhos realmente ganham mais na vida adulta, aponta estudo do National Bureau of Economic Research. A pesquisa analisou 37 anos de dados dinamarqueses para entender impactos de saúde na primeira infância e efeitos econômicos posteriores. Os autores dizem que a relação é causal entre exposição a doenças na infância e salários menores na vida adulta, com parte da diferença ligada à divisão de atenção dos pais.

O estudo não mede traços de personalidade nem inteligência inata. A análise indica que irmãos mais novos têm de duas a três vezes mais probabilidade de hospitalização por doenças respiratórias graves no primeiro ano de vida. Doenças na primeira infância parecem influenciar o desenvolvimento cerebral, direta e indiretamente, durante esse período crítico.

Dados da Dinamarca sugerem que doenças nessa fase explicam cerca de metade da diferença salarial de 1,9% entre o filho mais velho e o segundo filho. O restante pode estar relacionado à maneira como os pais distribuem atenção entre os filhos. A pesquisa ressalta que o ambiente familiar desempenha papel relevante.

Mudança de tema: impactos no desenvolvimento e interpretações

Durante a infância, episódios de febre e infecções respiratórias podem afetar o desempenho cognitivo ao longo do tempo, conforme a análise. Especialistas destacam que infecções graves repetidas, associadas a fatores de vulnerabilidade social, podem intensificar esse efeito.

Especialistas enfatizam que o estudo apresenta associações populacionais e não determina destinos para crianças individualmente. Genética, vínculo, sono, alimentação, renda, saúde mental dos pais e acesso a serviços de saúde são fatores que modulam o desenvolvimento infantil.

A prática e as precauções

Pesquisadores alertam que o cuidado com a saúde nos primeiros anos é fundamental. Amamentação, higiene das mãos, vacinação em dia e ventilação adequada ajudam a reduzir internações por infecções. Também é recomendável manter distanciamento em casos de gripe e cuidar da saúde de toda a família.

Condição de convivência entre irmãos é vista como vantagem emocional e social, não como condenação. O estudo reforça que ter mais de um filho traz benefícios internos à dinâmica familiar, desde que se mantenha atenção às infecções graves e ao acesso a cuidados.

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