- SSD SanDisk P4 de 64 GB, lançado em 2010, sobreviveu à gravação de 1 petabyte de dados em teste recente.
- O experimento, conduzido pelo canal WolfyTech no YouTube, mostrou a unidade funcionando normalmente mesmo após exceder 25 vezes o TBW oficial.
- A TBW declarada na ficha técnica antiga é de 40 TBW, tornando o resultado expressivo para uma peça com tecnologia de NAND MLC de 32 nm.
- A unidade acumula mais de 60 mil horas de uso e 1.100 ciclos de ligamento, mantendo operação estável até hoje.
- Especialistas alertam que, apesar do feito, não é recomendado forçar o limite de vida útil do SSD; a orientação é evitar escritas desnecessárias e manter o armazenamento bem cuidado.
Um SSD lançado há 16 anos surpreendeu ao sobreviver à gravação contínua de 1 petabyte de dados, volume 25 vezes acima de sua TBW oficial. O modelo é da SanDisk, batizado de P4, com 64 GB de capacidade.
O teste foi conduzido pelo canal WolfyTech no YouTube. A unidade SanDisk P4 de 64 GB recebeu carga intensa de escrita por meses e continuou operando normalmente, sem falhas catastróficas.
Lançado em 2010 para notebooks ultrafinos, o SSD utiliza NAND MLC de 32 nm. Em mais de 60 mil horas de uso e 1.100 ciclos de ligação, permanece funcionando após o experimento.
O QUE SIGNIFICA A TBW DE UM SSD
TBW (Terabytes Written) é a referência de endurance. Para o P4 de 64 GB, a ficha técnica antiga aponta 40 TBW, o que torna o resultado expressivo: 1.000 TB gravados indicam 25 vezes esse limite.
Não é incomum que SSDs operem além da TBW sem falha imediata. O TBW é uma métrica de garantia, não um indicador definitivo de falha iminente. A memória NAND não é projetada para autodestruição ao atingir esse valor.
POR QUE A NAND MLC RESISTIU TANTO
A longevidade se explica pela tecnologia: a NAND MLC de 32 nm é menos densa que as memórias modernas, ocupando células maiores. Esse fator contribui para maior resistência a ciclos de escrita em unidades antigas.
Este caso, though, não é único. Existem registros de SSDs antigos que superam limites de TBW, embora não seja um comportamento comum. Especialistas destacam que não se deve testar o limite de vida útil, dada a importância de reduzir escritas desnecessárias.
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