- Pesquisadores da Universidade do Arizona identificaram o composto experimental KLS-13019, derivado do canabidiol (CBD), que reduziu a dor neuropática em testes pré-clínicos sem causar os efeitos psicoativos associados ao THC.
- O estudo, publicado em 2024 na revista Drug Delivery and Translational Research, sugere que o composto pode abrir caminho para analgésicos sem “barato” da cannabis.
- O KLS-13019 atua principalmente em receptores CB1 localizados em outras partes do corpo, em vez de no cérebro, o que explica a ausência de alterações de humor e percepção.
- A estratégia busca manter as propriedades terapêuticas do CBD ao mesmo tempo em que reduz riscos ligados a substâncias que atuam no sistema nervoso central.
- Ainda é cedo: os resultados vêm de modelos pré-clínicos e serão necessários estudos em humanos para confirmar eficácia e segurança.
O composto derivado do CBD mostrou potencial para aliviar dor neuropática sem provocar o chamado “barato” da cannabis. A descoberta envolve o KLS-13019, uma molécula derivada do canabidiol (CBD). Os resultados foram publicados em 2024 em uma revista científica de referência.
Cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, conduziram testes pré-clínicos para avaliar a eficácia do composto no tratamento da dor neuropática, condição associada a lesões ou doenças que afetam os nervos.
Os resultados indicam que o KLS-13019 reduz a dor sem produzir efeitos comportamentais comumente ligados ao THC, substância psicoativa da cannabis. A pesquisa aponta um mecanismo de ação diferente no organismo.
A diferença ocorre na forma de atuação do composto. Em vez de estimular receptores no cérebro, o KLS-13019 atua principalmente em receptores CB1 em outras partes do corpo, potencializando o controle da dor.
Potencial terapêutico e próximos passos
O estudo sustenta que a estratégia pode permitir analgésicos sem alterações de humor, percepção ou consciência. Pesquisadores destacam que, embora promissor, o trabalho ainda está em fase inicial.
Como próximo passo, são necessários estudos em humanos para confirmar eficácia e segurança da substância, além de avaliar efeitos colaterais e distâncias terapêuticas.
Caso os resultados se repitam, o composto poderá orientar o desenvolvimento de uma nova geração de analgésicos contra dor neuropática, mantendo as propriedades terapêuticas do CBD sem efeitos psicoativos.
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