- Cientistas registraram na revista Newton uma técnica que usa luz para identificar o sexo de embriões ainda no ovo, com o objetivo de evitar o abate de pintinhos machos.
- A abordagem usa espectroscopia óptica, em que a luz reflete dentro da casca e os fótons percorrem até aproximadamente dois metros no interior de um ovo com cerca de quatro centímetros de diâmetro.
- Os experimentos foram feitos antes da incubação e ao longo de oito dias de desenvolvimento embrionário para entender o papel da casca na retenção de partículas.
- Além de definir o sexo, a técnica pode ajudar a avaliar a qualidade do interior do ovo e confirmar se os ovos permaneceram fertilizados.
- Ainda é preciso mais pesquisa para aumentar a sensibilidade da técnica, mas há potencial para reduzir o descarte de pintinhos machos na indústria de ovos.
O que aconteceu: uma técnica de espectroscopia óptica promete identificar o sexo de pintinhos ainda no ovo, reduzindo o abate de machos logo após o nascimento. O estudo foi registrado na revista Newton, divulgado nesta sexta-feira (19).
Quem está envolvido: a pesquisa é conduzida por uma equipe internacional vinculada ao HatchTech BV, empresa de tecnologia de incubação na Holanda, com participação de pesquisadores do Instituto Politécnico de Milão, na Itália.
Quando e onde ocorreu: o avanço foi apresentado no fim desta semana, com dados obtidos durante o desenvolvimento embrionário de ovos de galinha, tanto antes da incubação quanto nos primeiros oito dias de gestação.
Como funciona a técnica: a abordagem utiliza espectroscopia óptica para medir como a luz se propaga dentro do ovo, registrando reflexos de fótons que percorrem até dois metros dentro da casca. O objetivo é detectar o conteúdo embrionário sem abrir o ovo.
Por que é relevante: a técnica busca evitar o descarte de pintinhos machos, prática comum na indústria de ovos, e promover escolhas éticas na incubação. A investigação também aponta possibilidades de avaliar a fertilidade e a qualidade do interior do ovo.
Resultados e perspectivas: os primeiros resultados indicam que a casca do ovo captura fótons com alta eficiência, o que sustenta o potencial da técnica. Ainda são necessários mais estudos para aumentar a sensibilidade e definir aplicações em produção em larga escala.
Desdobramentos: os pesquisadores destacam que, além de determinar o sexo, o método pode vir a servir para verificar a fertilização de ovos intactos. A implementação prática dependerá de aperfeiçoamentos tecnológicos e validação em ambientes comerciais.
Entre na conversa da comunidade