- Medicamento lemborexante, com nome comercial Dayvigo, foi aprovado em 2025 no Brasil para tratar insônia, atuando como antagonista duplo do receptor de orexina (OX1 e OX2).
- A droga reduz o estado de hiperalerta, promovendo sono de forma mais próxima ao fisiológico, distinguindo-se de benzodiazepínicos, drogas Z e alguns antidepressivos usados off-label.
- Em estudos, o SUNRISE 1 mostrou que o lemborexante diminuiu o tempo para adormecer e aumentou mais de sessenta minutos de sono por noite; o SUNRISE 2 indicou melhorias consistentes na duração do sono após seis meses.
- A insônia afeta cerca de 852 milhões de pessoas no mundo, equivalente a aproximadamente 16% da população, e o estilo de vida é fator determinante para o distúrbio.
- Além da medicação, recomenda-se terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) e mudanças comportamentais, como higiene do sono, controle de estímulos e evitar telas antes de dormir.
O tratamento para a insônia evolui, mas o estilo de vida continua sendo determinante. Um fármaco recém-aprovado no Brasil promete agir de forma inovadora, com mecanismo diferente dos remédios tradicionais. O objetivo é facilitar o sono sem depender apenas de sedação.
O lemborexante, a ser comercializado como Dayvigo, atua nos receptores de orexina OX1 e OX2. A orexina é um neuropeptídeo que participa da vigília e da estabilidade do ciclo sono-vigília. Ao reduzir sinais de alerta, facilita a transição para o sono.
Medicamentos comuns hoje incluem benzodiazepínicos, drogas Z e, em alguns casos, antidepressivos usados off-label. Esses fármacos costumam aumentar o ácido Gaba, promovendo sedação, mas apresentam riscos como dependência e sonolência residual.
Como age o lemborexante
Em estudos, o lemborexante mostrou redução do tempo até adormecer e ganho de sono eficiente em comparação com placebo e com zolpidem. Resultados de SUNRISE 1 indicaram melhora significativa no tempo de sono, com mais de uma hora de sono adicional por noite.
No SUNRISE 2, 6 meses de uso mostraram benefícios consistentes. Mais de 30% dos participantes apresentaram resposta para início do sono, frente a cerca de 18% com placebo. A manutenção do sono ficou entre 30% e 35% nos grupos ativos.
O médico responsável pela área de sono ressalta que o mecanismo não desativa o cérebro de forma generalizada, aproximando o sono do natural. O lemborexante é visto como uma das mudanças mais relevantes no tratamento da insônia nas últimas décadas.
O tratamento deve ser prescrito por médico, destinado a adultos com diagnóstico de insônia e acompanhado de perto. Entre os possíveis efeitos estão sonolência diurna, fadiga, sonhos vívidos e paralisia temporária do sono. O uso com álcool ou depressores pode piorar o desempenho.
Importância do acompanhamento médico
A indicação precisa exige avaliação individualizada. Também é comum combinar a medicação com terapias não farmacológicas, especialmente a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I). Em muitos casos, a TCC-I sozinho já reduz os sintomas.
O manejo integrado envolve mudanças de hábitos que fortalecem o sono. Evitar uso intensivo de telas, reduzir ruídos e luzes, manter ambiente adequado e evitar cafeína perto da noite são passos que potencializam o tratamento.
Especialistas ressaltam que a insônia é multifatorial, envolvendo aspectos comportamentais, psicológicos e funções respiratórias. Em alguns casos, pode ser sintoma de outros problemas, como apneia ou ansiedade, justificando avaliação médica especializada antes de iniciar qualquer medicamento.
A prática clínica recomenda que o tratamento seja parte de um plano amplo de saúde do sono. A descontinuação pode ocorrer quando houver estabilização do sono, com supervisão profissional, assegurando a retirada segura do fármaco quando possível.
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