- Bloomberg promete quase US$ 300 milhões para ajudar associações da indústria de energia renovável a enfrentar o lobby do petróleo, ampliando o apoio financeiro de sua fundação, que já doou mais de US$ 3 bilhões para causas climáticas em pouco mais de uma década.
- A Bloomberg Philanthropies vai investir US$ 590 milhões em financiamento ambiental durante a Semana de Ação Climática de Londres, que vai até 28 de junho, com foco em conservação dos oceanos e redução da poluição do ar.
- A maior parte do aporte, US$ 285 milhões, será destinada ao apoio direto a associações setoriais, por meio de financiamento, dados e outros tipos de suporte para expansão das energias renováveis.
- O recurso será principalmente direcionado a países emergentes e em desenvolvimento, como Índia, Indonésia, Vietnã, África do Sul, Quênia, Nigéria, Gana, Brasil, Filipinas, Colômbia e México, para fortalecer atuação institucional e política.
- Observadores dizem que o setor de energia renovável carece de poder político para competir com o lobby dos combustíveis fósseis; o financiamento visa reduzir obstáculos estruturais, como lacunas de dados, para acelerar a transição energética.
Michael Bloomberg prometeu quase 300 milhões de dólares para fortalecer associações da indústria de energia renovável, buscando enfrentar o lobby do petróleo. A iniciativa ocorre durante debates políticos globais sobre energia após a crise recente.
Bloomberg Philanthropies também anunciou 590 milhões de dólares em financiamento ambiental, com foco na conservação oceânica e na redução da poluição do ar, previsto para o período da Semana de Ação Climática de Londres, que vai até 28 de junho.
A maior parte do aporte, 285 milhões de dólares, será destinada a apoiar a expansão das energias renováveis por meio de recursos diretos a associações setoriais, dados e suporte técnico.
Contexto e impactos
A ação ocorre em um momento em que governos reavaliam planos energéticos após a crise energética, com alguns países religando usinas a carvão e outros ampliando projetos renováveis. Organizações ambientais dizem que faltam poder político e institucional para competir com o lobby fóssil.
Sonia Dunlop, diretora executiva do Conselho Global de Energia Solar, aponta lacunas de representação em mercados emergentes, o que dificulta a implantação de projetos. O aporte pretende ampliar capacidades institucionais.
Os recursos serão destinados principalmente a grupos em países emergentes e em desenvolvimento, incluindo Índia, Indonésia, Vietnã, África do Sul, Quênia, Nigéria, Gana, Brasil, Filipinas, Colômbia e México.
Perspectivas e próximos passos
Segundo Bloomberg, o financiamento deve dobrar ou triplicar os orçamentos das associações beneficiárias, ampliando dados, análises econômicas e assistência técnica a governos e reguladores. A ideia é acelerar a transição energética sem elevar custos.
Dave Jones, do think tank Ember, afirma que falta qualidade de dados para orientar decisões políticas, e que o apoio pode fornecer métricas e previsões para a expansão renovável. O programa piloto já financiou cerca de 10 grupos.
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