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Ernest, robô da Nasa, traz maior autonomia, rapidez e resistência

Ernest, robô da agência espacial americana, testa mobilidade autônoma e resistência em terreno extremo, percorre vinte e seis quilômetros em trinta e sete horas com pouca intervenção humana, visando rovers mais velozes para Lua e Marte

ENERST, novo robô da NASA projetado para ser mais rápido e resistente — Foto: Divulgação
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  • A NASA testa Ernest, robô explorador com cerca de 1,2 metro de comprimento e quatro rodas, em deserto na Califórnia, percorrendo 26 quilômetros em 37 horas de operação com pouca intervenção humana.
  • O protótipo foi criado para enfrentar terrenos acidentados, como dunas, pedras e ladeiras íngremes, com maior velocidade, autonomia e resistência.
  • O sistema usa suspensão ativa, rodas direcionáveis e articulações que redistribuem o peso e permitem diversas formas de locomoção, como andar de lado e passar por obstáculos.
  • A inteligência artificial foi treinada por reforço, com cenários virtuais e testes no Mars Yard, incluindo condições de sombra e baixa iluminação.
  • A ideia é servir de plataforma de testes para desenvolver rovers capazes de percorrer distâncias maiores em futuras missões na Lua, em Marte e em outros destinos do Sistema Solar.

A NASA testa uma nova geração de robôs exploradores com mais velocidade, autonomia e resistência para terrenos extremos. O protótipo Ernest, do Laboratório de Propulsão a Jato, usa IA e mobilidade avançada para superar limites de rovers tradicionais.

Com aproximadamente 1,2 metro de comprimento e quatro rodas, Ernest enfrenta dunas, pedras e ladeiras. Em um desafio no deserto do Colorado, no sul da Califórnia, percorreu cerca de 26 quilômetros em 37 horas, com pouca intervenção humana.

A ideia é superar limitações de rovers como Curiosity e Perseverance, buscando deslocamento rápido aliado a maior autonomia. O projeto combina suspensão ativa, rodas direcionáveis e articulações para diferentes formas de locomoção.

Desempenho e tecnologia

O robô redistribui o peso entre as rodas, anda de lado e levanta parte da estrutura para passar por obstáculos. Inteligência artificial em aprendizado por reforço orienta decisões em tempo real, com simulações e testes no Mars Yard.

Antes dos campos, Ernest passou por cenários virtuais e pistas reais para treinar em ambientes simulados de Marte e da Lua, incluindo condições de baixa iluminação e sombra. A missão não está pronta para lançamento.

Perspectivas e próximos passos

Especialistas do JPL ressaltam que os resultados ajudam a aprimorar hardware de mobilidade e software de autonomia. A NASA busca, com o protótipo, ampliar distâncias e acessar áreas antes inexploradas em robôs lunares, marcianos e além.

Como plataforma de testes, Ernest não representa uma missão em curso, mas um caminho para futuros rovers. As soluções desenvolvidas podem influenciar veículos para exploração de Lua, Marte e outros destinos do Sistema Solar.

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