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Luz noturna aumenta risco de doenças cardíacas, aponta estudo

Estudo com oitenta e nove mil participantes associa luz noturna a maior incidência de doenças cardiovasculares; mulheres e jovens mostram maior impacto, com 56% de aumento na insuficiência cardíaca

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  • Estudo publicado na Jama Network Open analisou 88.905 participantes do UK Biobank, sem doenças cardiovasculares no início, com acompanhamento médio de 9,5 anos.
  • Usuários com maior exposição à luz noturna entre 0h30 e 6h apresentaram maior risco de doenças cardiovasculares graves, medido em comparação aos com menor exposição.
  • Aumento de risco: insuficiência cardíaca 56%, infarto do miocárdio 47%, doença arterial coronariana 32%, fibrilação atrial 32% e derrame cerebral 28%.
  • A associação foi mais forte entre mulheres e mais pronunciada em adultos mais jovens, especialmente abaixo de 40 anos; sensibilidade circadiana pode diminuir com a idade.
  • Os autores destacam que o risco não é explicado por estilo de vida, condições socioeconômicas, qualidade do sono ou predisposição genética, e recomendam reduzir iluminação à noite e evitar uso de telas antes de dormir.

Um estudo publicado na Jama Network Open alerta sobre riscos da luz noturna para a saúde cardiovascular. A pesquisa acompanhou quase 89 mil adultos ao longo de quase uma década, buscando relação entre luminosidade noturna e doenças do coração.

Os resultados apontam associação entre exposição elevada à luz durante a noite e maior chance de desenvolver doenças cardiovasculares graves. Entre as condições observadas, destacam-se insuficiência cardíaca, infarto, doença arterial coronariana, fibrilação atrial e AVC.

Foram analisados 88.905 participantes do UK Biobank sem histórico cardiovascular no início. Sensores de luz, parecidos com relógios, registraram padrões por uma semana em casa. A média de idade foi 62,4 anos, com 56,9% do sexo feminino. O acompanhamento durou, em média, 9,5 anos.

Dados-chave da pesquisa

Ao comparar pessoas com menor exposição à luz (0 a 50 percentile) com as com maior exposição (91 a 100 percentile), houve aumento significativo no risco de doenças graves do coração.

  • Insuficiência cardíaca: aumento de 56%
  • Infarto: 47%
  • Doença arterial coronariana: 32%
  • Fibrilação atrial: 32%
  • AVE: 28%

Os pesquisadores isolaram outros fatores de risco, concluindo que a associação não é explicada por estilo de vida, renda, moradia, qualidade do sono ou genética.

Grupos mais impactados

A associação entre luz noturna e risco de insuficiência cardíaca e doença arterial coronariana foi mais intensa entre mulheres do que entre homens. O efeito sobre insuficiência cardíaca e fibrilação atrial também foi mais pronunciado em adultos mais jovens, especialmente abaixo de 40 anos.

Segundo os autores, a sensibilidade do relógio biológico à luz tende a diminuir com a idade, tornando jovens mais suscetíveis aos impactos da iluminação noturna.

Por que a luz à noite prejudica o coração

A exposição noturna desregula o relógio biológico, elevando a pressão arterial de forma crônica, favorecendo hipercoagulabilidade. Também pode reduzir a tolerância à glicose e aumentar o risco de diabetes tipo 2, contribuindo para danos vasculares. Além disso, provoca conflitos elétricos no coração, aumentando arritmias.

Os autores recomendam reduzir a iluminação brilhante à noite, controlar a luz em ambientes e evitar telas antes de dormir. Complementam com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de exercícios.

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