- Museu Nacional, em São Cristóvão (RJ), celebra 208 anos abrindo duas exposições inéditas no Paço de São Cristóvão a partir de domingo, 21 de junho.
- Rescaldo das Memórias, de Vik Muniz, apresenta fotografias e esculturas criadas com cinzas e fragmentos de peças resgatadas do palácio, em sala ligada ao início do incêndio de 2018.
- Bastidores da Ciência, mostra das equipes do museu e do Projeto Museu Nacional Vive, destaca restauração, paleoarte, modelagem digital, taxidermia e técnicas de conservação.
- Destaques incluem instrumentos musicais feitos pelo luthier Davi Lopes com madeira resgatada, além de achados arqueológicos, ornamentos restaurados e acervos doados pelo Museu Sueco de História Natural, em homenagem à relação Brasil–Suécia.
- Serviço: exposição de 21 de junho a 30 de agosto, entrada gratuita, com retirada de ingressos pela Sympla; reconstrução do palais e avanços de restauro apresentados pelo museu.
O Museu Nacional, em São Cristóvão, RJ, abre ao público a partir de domingo (21) duas exposições inéditas, distribuídas em seis salas do Paço de São Cristóvão, reconstruído após o incêndio de 2018. As mostras celebram o 208º aniversário da instituição.
Rescaldo das Memórias, parceria com Vik Muniz, reúne fotografias e esculturas feitas a partir de cinzas e fragmentos resgatados do palácio. A mostra ocupa a sala onde o incêndio teve início e apresenta vigas de aço moldadas pelo fogo, estimulando reflexões sobre perda, memória e reinvenção.
Em Bastidores da Ciência, equipes do museu e do Projeto Museu Nacional Vive exibem a relação entre restauração, paleoarte, modelagem digital, taxidermia e conservação de acervos. A mostra destaca profissões e saberes que movimentam um museu de ciências na prática cotidiana.
Instrumentos musicais criados pelo luthier Davi Lopes, a partir de madeiras recuperadas do fogo, também ganham espaço na programação. A exposição reforça a ideia de renovação a partir de materiais recuperados.
Achados arqueológicos, ornamentos restaurados e acervos científicos doados pelo Museu Sueco de História Natural integram uma vitrine que celebra as relações Brasil–Suécia, ampliando o olhar sobre o intercâmbio cultural.
Exposições inéditas e objetos em foco
O diretor Ronaldo Fernandes afirma que as mostras revelam a vitalidade do museu ao unir arte, ciência e inovação, aproximando o público de sua história e do futuro. A gerente do Projeto Museu Nacional Vive ressalta a oportunidade de acompanhar a reconstrução e as experiências no palácio em transformação.
O artista Vik Muniz comenta, em síntese, que transformar resíduos em patrimônio artístico propõe reflexão sobre memória, imaginação e reconstrução coletiva, destacando a permanência e o renascer.
Serviços e acessibilidade
As exposições ficam abertas de 21 de junho a 30 de agosto, de terça a domingo, das 10h às 16h. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos pela Sympla; as sessões semanais liberam ingressos às 13h de segundas-feiras. O acesso no domingo inicial é livre, a partir das 9h.
Visitas em LIBRAS com tradução para o português ocorrem aos sábados, das 13h às 15h, a partir de 27/06. Atendimentos especiais para pessoas com deficiência mental/intelectual acontecem às sextas e aos domingos, das 9h às 10h, a partir de 26/6.
Grupos escolares e projetos sociais devem enviar agendamento para o e-mail exposicao@mn.ufrj.br.
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