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Tratamento da insônia evolui, porém estilo de vida permanece determinante

Lemborexante, aprovado no Brasil como Dayvigo, atua nos receptores de orexina; mudanças de hábitos continuam fundamentais para eficácia e segurança

Medicamento aprovado no Brasil promete tratar a insônia com abordagem inovadora, porém mudanças de hábitos ainda são fundamentais
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  • Lembreorexante, vendido como Dayvigo, foi aprovado no Brasil em 2025 e pertence aos antagonistas duplos do receptor de orexina (OX1 e OX2), atuando na regulação do sono.
  • A orexina é um neuropeptídeo que mantém o cérebro em estado de vigília; o fármaco reduz esse sinal para facilitar a transição ao sono.
  • Estudos mostraram melhora do sono: no SUNRISE 1, houve mais de sessenta minutos a mais de sono por noite em quem recebeu o medicamento versus placebo ou zolpidem.
  • No SUNRISE 2, com seis meses de avaliação, cerca de trinta a cinquenta por cento dos participantes alcançaram resposta ao início do sono, frente a cerca de vinte por cento com placebo.
  • Mesmo com benefício, o tratamento deve ser feito com acompanhamento médico e aliado a mudanças de estilo de vida e terapias como a TCC-I, já que hábitos e fatores de saúde influenciam fortemente a insônia.

O lemborexante, medicamento aprovado em 2025 no Brasil, promete tratar a insônia com um mecanismo diferente. Ele atua sobre os receptores de orexina, reduzindo o estado de hiperalerta que atrapalha o sono. O tratamento seguirá prescrição médica para adultos.

Além da nova opção, os tratamentos comuns atuais usam benzodiazepínicos e drogas Z. Esses fármacos aceleram a sedação ao potencializar o GABA, mas apresentam riscos a longo prazo como dependência, sonolência residual e alterações na arquitetura do sono.

A eficácia do lemborexante tem sido avaliada em estudos clínicos com insônia primária e de manutenção do sono, mostrando ganhos de tempo de sono e de desempenho ao longo de semanas. A adesão depende de acompanhamento médico próximo.

Como age o lemborexante

Em estudos SUNRISE 1, o remédio reduziu o tempo para iniciar o sono e aumentou o sono total em comparação com placebo e zolpidem. Participantes obteve mais de 60 minutos adicionais de sono por noite.

O estudo SUNRISE 2 acompanhou efeitos em seis meses, com resultados consistentes nos parâmetros do sono. Dados mostraram que mais de 30% dos pacientes atenderam à resposta de início do sono, contra 18% do placebo.

Para alguns pacientes, a manutenção do sono ficou entre 30% e 35% nos grupos que receberam o fármaco, frente a cerca de 20% com placebo. A substância não desliga o cérebro de forma indiscriminada, segundo a literatura do período.

Orientações e uso adequado

O tratamento deve ser individualizado e indicado para adultos com diagnóstico de insônia. O lemborexante pode provocar sonolência diurna, fadiga, sonhos vívidos e paralisia do sono, sobretudo com álcool ou depressoras do SNC.

O uso requer acompanhamento médico, com avaliação regular de benefício, efeitos adversos e necessidade de continuidade ou retirada do medicamento. A insônia é dinâmica e pode variar ao longo da vida, com possibilidade de descontinuação em alguns casos.

Estilo de vida e tratamentos complementares

A insônia afeta cerca de 16% da população, segundo revisão de 2025. Fatores como luz artificial, horas de tela, estresse e atividade física influenciam o sono, reforçando a importância de hábitos saudáveis.

Quando indicado, o tratamento medicamentoso pode andar junto com abordagens como a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I). A TCC-I, inclusive, pode ser realizada online com bons resultados.

A prática de higiene do sono inclui evitar uso de celulares na cama, reduzir ruídos e luminosidade, manter ambiente adequado e evitar cafeína perto da hora de dormir. O manejo combinado facilita a recuperação do sono ao longo do tempo.

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