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Anvisa aprova primeiro medicamento não hormonal para ondas de calor da menopausa

Anvisa aprova fezolinetanto, primeira terapia não hormonal para ondas de calor na menopausa, ampliando opções para quem não faz reposição hormonal

Medicamento não hormonal para ondas de calor da menopausa foi aprovado pela Anvisa
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  • A Anvisa aprovou o fezolinetanto, primeiro medicamento não hormonal para ondas de calor e suor noturno na menopausa, com venda prevista pela Astellas Farma sob o nome Veoza.
  • O fármaco age no cérebro, bloqueando a neurocinina B no hipotálamo para reduzir a frequência e a intensidade dos fogachos.
  • A aprovação se apoia em estudos com mais de 3.000 mulheres na Europa, Estados Unidos e Canadá, que mostraram melhora clínica e perfil de segurança adequado.
  • A reposição hormonal continua sendo o tratamento padrão; o fezolinetanto é uma opção para quem tem contraindicação ou não deseja hormônio.
  • Mesmo com a aprovação, o medicamento ainda não está disponível nas farmácias; lançamento comercial e preço no Brasil serão definidos pela empresa após a aprovação da Anvisa.

A Anvisa aprovou nesta segunda-feira o fezolinetanto, primeiro medicamento não hormonal para ondas de calor e suor noturno na menopausa no Brasil. A droga será comercializada pela Astellas Farma com o nome Veoza, ainda sem data de lançamento nem preço definidos. A aprovação ocorreu com base em estudos que reuniram mais de 3 mil mulheres.

O objetivo do fezolinetanto é atuar no cérebro e interromper o mecanismo que provoca as ondas de calor. Em condições de queda de estrogênio, a neurocinina B passa a agir de forma excessiva no hipotálamo, região que regula a temperatura. O medicamento bloqueia essa substância.

Os resultados clínicos mostraram redução da frequência e da intensidade dos fogachos, além de um perfil de segurança considerado adequado, sem evidência de lesão hepática grave associada. Os estudos contemplaram Europa, EUA e Canadá.

A aprovação foi recebida como avanço para mulheres com contraindicação ou opção de não fazer reposição hormonal. Instituições destacam que a reposição hormonal continua como tratamento padrão para muitos casos, especialmente quando há outros sintomas.

Para a endocrinologista Lorena Lima Amato, a principal vantagem é ampliar opções terapêuticas. Ela ressalta que não se trata de tratamento para perda de massa óssea ou secura vaginal, os quais podem exigir abordagens distintas.

Apesar do aval regulatório, o medicamento não está disponível nas farmácias ainda. Astellas Farma informou que não há data definida para o lançamento nem preço, uma vez que o valor depende da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

A Anvisa aponta que terapias hormonais já têm aprovação para fogachos, mas orienta que a escolha do tratamento deve ser feita pelo médico, considerando o perfil de cada paciente.

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