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AVC em crianças é raro, mas pode ocorrer e deixar sequelas

Diretrizes dos EUA passam a reconhecer AVC pediátrico com critérios de diagnóstico rápido e tratamento precoce para reduzir sequelas

Foto: Agência Einstein
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  • Diretrizes dos Estados Unidos trazem orientações inéditas para diagnóstico e tratamento do AVC isquêmico pediátrico, elaboradas pela American Heart Association e pela American Stroke Association.
  • O objetivo é reconhecer rapidamente os sintomas e usar exames de imagem para acelerar o diagnóstico e reduzir sequelas.
  • O AVC em crianças é raro e pode estar ligado a malformações vasculares, doenças cardiovasculares, autoimunes, traumas, entre outros.
  • Principais sinais incluem cefaleia súbita com vômitos, sonolência, convulsões, alterações visuais e problemas de coordenação; o protocolo FAST também é aplicado.
  • Novos critérios de tratamento preveem uso de medicamentos a partir de 28 dias de vida e trombectomia mecânica em crianças com mais de seis anos, com ênfase em ressonância magnética e angiorressonância para avaliação rápida.

O uso de diretrizes dos Estados Unidos para AVC isquêmico pediátrico ganhou destaque, com recomendações para reconhecer rapidamente os sinais e otimizar exames de imagem. As novas orientações foram elaboradas pela American Heart Association e pela American Stroke Association.

A diretriz apresenta critérios específicos para tratamento em pacientes de até a infância, destacando a urgência no diagnóstico e nas intervenções para reduzir sequelas. A proposta aponta que, embora raro, o AVC em crianças existe e pode ter causas distintas.

Segundo o documento, os sintomas a observar incluem cefaleia súbita e intensa com vômitos, sonolência, convulsões, alterações visuais e problemas de coordenação. O protocolo FITA também ressalta a importância de identificar alterações na face, nos braços e na fala.

Entre as novidades, há critérios para restabelecer o fluxo sanguíneo com medicamentos ou procedimentos de remoção de coágulos, com uso de trombectomia mecânica em crianças acima de 6 anos e terapias a partir de 28 dias de vida. Essas regras ampliam o acesso ao tratamento.

A diretriz reconhece que as escalas de triagem desenvolvidas para adultos costumam não funcionar bem na população pediátrica, que pode imitar outras condições como enxaqueca, epilepsia, trauma ou tumores. A identificação correta depende de exames de neuroimagem.

Especialistas destacam a importância da neuroimagem rápida, com preferência por ressonância magnética e angiorressonância, para diferenciar AVC isquêmico, hemorrágico e outras causas. A estratégia busca acelerar decisões terapêuticas e reduzir danos.

A neurologista Gisele Sampaio, do Einstein Hospital Israelita, classifica as diretrizes como avanço significativo ao padronizar escolhas clínicas antes baseadas em extrapolações da literatura adulta. Ela reforça a necessidade de reconhecer o AVC pediátrico.

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