- Borboletas da tribo Heliconius vivem até 25 vezes mais que parentes próximos, com Heliconius hewitsoni atingindo cerca de 348 dias de vida.
- Em comparação, a espécie Dione juno viveu apenas 14 dias no mesmo monitoramento.
- Um teste de “força de aderência” revelou que borboletas mais velhas de Heliconius hecale mantêm desempenho físico semelhante aos indivíduos jovens.
- Mesmo sem pólen na dieta, as Heliconius permaneceram mais longevas, indicando que a longevidade tem base genética, além da alimentação.
- A pesquisadora principal, Dra. Jessica Foley, afirma que as borboletas são um modelo promissor para entender a biologia do envelhecimento humano.
O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Bristol, revela que certas borboletas tropicais apresentam longevidade anormalmente alta. O trabalho mostra que o grupo Heliconius mantém-se fisicamente jovem por quase um ano.
Os cientistas acompanharam espécies da tribo Heliconius, nativas das florestas tropicais das Américas Central e do Sul. Em monitoramento, a Heliconius hewitsoni viveu até 348 dias, enquanto a Dione juno, de parentesco próximo, teve média de apenas 14 dias.
Para testar o envelhecimento, os pesquisadores criaram um teste de força de aderência. Borboletas velhas de Heliconius hecale apresentaram desempenho equivalente ao de jovens, diferente do observado em espécies de vida curta.
Mistério além da dieta
A dieta de pólen, comum nessas borboletas, não explica a longevidade. Mesmo sem pólen, as Heliconius continuaram a viver bem mais que outras espécies. A evidência aponta para uma adaptação genética que retarda o relógio biológico.
A Dra. Jessica Foley, autora principal, afirma que as borboletas evoluíram para envelhecer mais lentamente. Em comparação com parentes de vida curta, o estudo oferece um modelo natural para pesquisas sobre biologia do envelhecimento.
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