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Calor extremo atinge 35 milhões de franceses durante onda de 43°C

França enfrenta onda de calor que afeta 35 milhões, com picos de 43°C; escolas fechadas, transporte sob pressão e 13 mortes por afogamento

Menina aponta cartaz em escola de Paris que denuncia calor de 35°C nas salas de aula, em 18 de junho de 2026.
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  • A França enfrenta onda de calor que atinge cerca de 35 milhões de pessoas, com picos de até 43°C em Bordeaux e previsão de 39°C em Paris.
  • Quase 2.000 escolas foram fechadas ou tiveram atividades adaptadas devido ao calor nas salas sem refrigeração.
  • Pelo menos 13 pessoas morreram por afogamento em mares ou rios, e o risco de incêndios aumenta no Oeste, Centro e Sudeste do país.
  • O transporte sofre: atrasos, redução de serviços e cancelamentos, com a SNCF descartando linhas mais antigas suscetíveis a falhas no ar-condicionado.
  • O governo diz que a situação está sob controle e que medidas preventivas estão sendo adotadas, enquanto a imprensa questiona a preparação para as mudanças climáticas.

A França enfrenta uma onda de calor extremo que já afeta cerca de 35 milhões de pessoas, com picos de até 43°C. O episódio, iniciado há quase uma semana, se intensificou nesta segunda-feira, dia 22 de junho, elevando temperaturas em várias regiões.

As altas temperaturas têm impactos diretos na vida cotidiana: quase 2.000 escolas foram fechadas ou tiveram atividades alteradas por salas sem refrigeração adequada. Professores relatam condições insustentáveis para alunos e trabalhadores.

Mortes por afogamento já chegam a 13, ocorridas em mares e rios desde o fim de semana. O calor elevou também o risco de incêndios em áreas do Oeste, Centro e Sudeste.

O sistema de transporte enfrenta pressões. Trilhos podem superaquecer e falhas são mais prováveis. Em Paris, atrasos, redução de serviços e cancelamentos já são observados, com orientação para evitar viagens de maior vulnerabilidade.

Impactos na educação e infraestrutura

Valérie Pécresse, presidente da região Île-de-France, disse que o calor pode comprometer a circulação de trens, citando trilhos sob temperaturas elevadas. A SNCF já cancelou linhas com equipamentos mais antigos.

O governo afirma que a situação está sob controle e que medidas preventivas estão em curso. O ministro dos Transportes, Philippe Tabarot, afirma que a maior parte da rede continuou operando, ainda que com limitações que devem persistir nos próximos anos.

Cobertura e leitura da crise pela imprensa

A imprensa destaca a gravidade e as falhas na resposta climática. Le Monde critica a subestimação da adaptação climática na agenda pública, especialmente próximo das eleições de 2027. Libération aponta resposta insuficiente das autoridades.

Le Figaro foca nos efeitos práticos da onda de calor, como pressão sobre serviços públicos e riscos de incêndio. Franceinfo ressalta consequências imediatas para saúde e segurança da população.

O Le Parisien notou que a Festa da Música, realizada em Paris, ocorreu com temperaturas acima de 35°C, atraindo grande público. A reportagem também aponta violações a regras de consumo de álcool em espaços públicos, em meio à onda de calor.

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