- Estudo publicado na Open Heart acompanhou 150 adultos sedentários entre 40 e 60 anos por 12 semanas, divididos pelo cronotipo (matutino ou vespertino) e por horários de treino alinhados ou desalinhados ao relógio biológico.
- Quem treinou em sintonia com o cronotipo apresentou melhorias mais expressivas em indicadores cardiovasculares e metabólicos, além de ganhos no condicionamento físico.
- A qualidade do sono também melhorou entre os participantes que treinaram em horários compatíveis com o relógio biológico.
- Não há horário universal para treinar: mesmo quem desenvolveu exercícios em horários desalinhados viu ganhos, porém mais moderados.
- O estudo reforça que o relógio biológico influencia a resposta ao exercício, especialmente em hipertensos, e destaca a importância de alinhar treino ao cronotipo para potencializar os resultados.
A pesquisa publicada na Open Heart investigou se o horário de treino influencia os benefícios de saúde em adultos sedentários. O estudo avaliou 150 participantes entre 40 e 60 anos durante 12 semanas, examinando categorias de cronotipo matutino e vespertino.
Os voluntários foram divididos conforme o cronotipo e também conforme se exercitavam em horários alinhados ou desalinhados ao relógio biológico. Os exercícios em sintonia com o horário biológico mostraram ganhos mais expressivos na saúde cardiovascular, no metabolismo e no sono.
Os resultados mostram que treinar conforme o relógio do corpo favorece a pressão arterial, o metabolismo e o condicionamento físico. Além disso, houve melhoria na qualidade do sono entre quem alinhou o treino ao cronotipo.
Cronotipo, treino e saúde
Especialistas explicam que o relógio biológico regula oscilações ao longo do dia. Em pessoas matutinas, a pressão arterial e a resposta ao esforço podem ocorrer em horários diferentes de quem tem perfil vespertino. Esses efeitos influenciam a resposta ao treino.
Entre os hipertensos do grupo, treinar em horários compatíveis com o cronotipo reduziu a pressão arterial sistólica, indicador associado a menor risco de infarto, AVC e doença renal. O estudo reforça a importância do alinhamento horário com o ritmo biológico.
Mesmo sem esse alinhamento, o estudo mostrou benefícios, apenas em menor magnitude. O exercício continua a trazer ganhos cardiovasculares e metabólicos independentemente do horário, segundo os pesquisadores. O foco é potencializar resultados quando possível.
O trabalho também aborda a segurança do treino matutino. Em indivíduos sedentários com doença cardiovascular descompensada, o risco aumenta com esforço abrupto. Em prática regular e gradual, o treino matutino pode ser seguro e, para alguns, favorecer a resposta fisiológica.
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