- Memórias DDR5 trazem frequências de operação mais altas e latências maiores, com compensação pela maior velocidade, conforme a comparação com DDR4.
- Testes usados memória Corsair Dominator Titanium 6600 (2×32 GB) e dois processadores: Intel Core i7-14700K e AMD Ryzen 7 9700X, com configurações de até 6.600 MHz e timings entre CL 30 e CL 40.
- Ajustes avaliados incluíram frequências de 4.800; 5.200; 5.600; 6.400 MT/s e timings CL 40, CL 32 e CL 30, além de XMP em 6.600 MT/s CL 32.
- Em testes sintéticos, a latência no Intel caiu até cerca de 10 a 20 por cento ao variar frequência, chegando a quase 25 por cento quando combinadas alta frequência e timings mais baixos; na AMD as diferenças foram menores, abaixo de 10 por cento.
- Em jogos e testes com cenários de gargalo, houve ganho de desempenho em torno de 10 por cento nos melhores casos, com a frequência mais alta sendo o fator mais relevante; o investimento em memória pode não reverter proporcionalmente ao custo, especialmente frente a melhorias no processador.
O ADRENALINE realizou uma atualização de testes sobre memórias DDR5, retomando a análise iniciada há cinco anos com DDR4 para entender o impacto de frequência e latência na performance de PCs. O objetivo é esclarecer qual variável influencia mais o desempenho em cenários reais.
A equipe investiga como a nova topologia DDR5, com canais de 32 bit em cada memória, afeta a comunicação entre memória e CPU. Em comparação com o DDR4, as frequências operacionais são mais altas e as latências, apesar de maiores, são compensadas pela maior largura de banda.
Os testes utilizam memória Corsair Dominator Titanium 6600, com clocks de até 6600 MHz e timings baixos de CL30, em duas plataformas: Intel Core i7-14700K e AMD Ryzen 7 9700X. A configuração inclui uma RTX 5090 para avaliações gráficas.
O que muda do DDR4 para o DDR5
O DDR5 oferece frequências de operação mais elevadas e latências iniciais maiores, equilibradas pela maior taxa de transferências. Comparações diretas mostraram que, em termos gerais, a performance não varia drasticamente entre as duas tecnologias.
Ausência de grandes ganhos em alguns gráficos é observada, mas há exceções; em alguns cenários, a frequência maior contribui para melhor desempenho, principalmente pela nova divisão de canais entre memória e CPU.
Cenários e métodos de teste
A equipe avaliou leituras, gravações e cópias de dados com testes sintéticos, além de y-cruncher para cálculos de Pi, e jogos em Full HD para observar gargalos de processador. Os jogos incluíram Counter Strike 2, Call of Duty Black Ops 6, Cyberpunk 2077 e Rainbow Six Siege.
Resultados preliminares e considerações
Em Intel, reduzir latência com frequência mais alta gerou ganhos de até 20% em alguns perfis, com 25% de melhoria entre 4800 CL40 e 6600 CL32. Em AMD, as variações foram menores, próximas de 10%, possivelmente influenciadas pela maior cache.
A análise sugere que ganhos acima de 10% são viáveis em cenários específicos, sobretudo em jogos com menor gargalo da GPU ou em configurações que privilegiam framerate alto. Em uso cotidiano, o impacto pode não ser perceptível para a maioria dos usuários.
Hardware e ajustes avaliados
- Memória Corsair Dominator Titanium 6600 (2x32GB)
- Processadores: AMD Ryzen 7 9700X; Intel Core i7-14700K
- Placa de vídeo: Nvidia GeForce RTX 5090 Founder
A equipe destaca que o investimento em memória não substitui melhorias no processador e que altas frequências podem comprometer a estabilidade. Em cenários com GPUs fortes, a diferença de desempenho tende a reduzir.
Observações finais
Os testes mostram que combinações de frequência elevada com timmings moderados proporcionam ganhos proporcionais, mas não garantem mudanças radicais no desempenho. A leitura de resultados requer cautela, pois o ganho real depende do jogo, da resolução e do restante do hardware.
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