- Estudo publicado na JAMA Network Open acompanhou mil e trezentos idosos entre sessenta e oitenta anos por oito anos.
- Homens que dormiam mais de nove horas por noite apresentaram menor velocidade de caminhada em relação aos que dormiam entre sete e oito horas.
- A lentidão ao caminhar é um indicativo de declínio da mobilidade, o que pode levar à dependência na terceira idade.
- Não houve relação significativa entre padrão de sono e mobilidade em mulheres; fatores hormonais e biológicos podem influenciar a relação.
- Os autores sugerem manter sono entre sete e oito horas e adotarem exercícios, alimentação equilibrada e acompanhamento médico regular para preservar a mobilidade.
Um estudo publicado na revista JAMA Network Open aponta que homens idosos que dormem mais de nove horas por noite apresentam maior risco de perder mobilidade ao longo de oito anos. A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).
A análise acompanhou cerca de 1.300 idosos com idade entre 60 e 80 anos. Ao longo do período, quem dormia mais de nove horas mostrou passo mais lento em relação àqueles que dormiam entre sete e oito horas diárias. A lentidão é um indicativo de declínio da mobilidade.
Os resultados indicam que o sono prolongado pode estar ligado a inflamação, doenças crônicas e alterações neurológicas, fatores que afetam a agilidade do caminhar. Não houve associação significativa entre sono longo e mobilidade em mulheres.
Detalhes do estudo
Os autores destacam que o efeito observado foi observado apenas no sexo masculino, sugerindo possível influência de fatores hormonais e biológicos. A equipe recomenda manter uma rotina de sono entre sete e oito horas por noite para preservar a mobilidade na velhice.
Recomendações e continuidade
Os pesquisadores reforçam a importância de ajustes no sono, exercícios regulares, alimentação equilibrada e acompanhamento médico. Casos de insônia ou alterações no sono devem ser avaliados por profissional de saúde para evitar impactos funcionais.
Fontes e créditos
A pesquisa conta com neurologistas, geriatras e especialistas em saúde pública, com apoio de instituições de pesquisa e universidades brasileiras. As informações são creditadas à USP e à JAMA Network Open, sem mencionar contatos de outros portais.
Sobre o autor
Litza Mattos é jornalista de saúde e bem-estar, com foco em coberturas científicas e pesquisas acadêmicas.
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