- Estudo com 4.290 pais de primeira viagem nos EUA mostrou 6,6% com depressão e 11% com ansiedade; 15% não tiraram licença, 54% tiveram licença remunerada, 22% não remunerada e 9% combinaram; licença não remunerada aumentou a ansiedade em 58%.
- Pais sem licença ou sem tempo para cuidar dos filhos apresentam maior risco de depressão e ansiedade; 75% dos participantes com sintomas cobraram motivos financeiros para não solicitar a licença parental.
- Autoridades destacam que a licença-paternidade não é apenas benefício trabalhista, mas também questão de saúde pública para famílias e crianças; estudo foi publicado na American Journal of Public Health.
- Estudo da Suécia, no Instituto Karolinska, acompanhou 746 pais por 18 meses; quem tirou entre 14 e 40 semanas teve menor risco de depressão, em relação a quem tirou até quatro semanas; benefícios não foram observados em todos os demais intervalos.
- Conclusão comum aos trabalhos: licença parental remunerada e um período adequado podem melhorar a saúde mental dos pais; resultados sugerem padrões de duração ideais, aproximando-se de meses médios de afastamento.
A licença-paternidade remunerada pode reduzir o risco de depressão entre homens, aponta estudo da Universidade Northwestern e do Hospital Infantil Lurie, de Chicago. A pesquisa, publicada na American Journal of Public Health, liga o tema à saúde pública.
Segundo os pesquisadores, a proteção financeira durante o período perinatal facilita o cuidado com o bebê e reduz ansiedade. Pais que não conseguem tirar licença apresentam maior probabilidade de sintomas de ansiedade e depressão.
Entre os 4.290 pais de primeira viagem avaliados, 6,6% tinham depressão e 11% apresentaram ansiedade. A ausência de licença remunerada elevou a ansiedade em 58% em comparação com quem tirou licença.
Além disso, não tirar licença parental ou não usar opções remuneradas está associado a pior saúde mental. Documentos apontam que 75% dos quais sofreram sintomas relatam motivos financeiros para não solicitar o benefício.
Pressão financeira limita o uso de licença
Em dados de Ohio, 75% dos pais com pior saúde mental citaram questões financeiras para não tirar licença. Esse grupo também teve alta incidência de depressão e ansiedade, reforçando o papel do custo na decisão.
Outra linha de pesquisa, conduzida pelo Instituto Karolinska, na Suécia, acompanhou 746 pais por 18 meses. A análise indica menor risco de depressão entre quem tirou entre 14 e 40 semanas de licença.
Pais que se afastaram por 5 a 13 semanas ou mais de 40 semanas não mostraram o mesmo benefício significativo, em comparação com o grupo de até quatro semanas. O estudo sugere limite ótimo entre 14 e 40 semanas.
Conclusões técnicas
Os autores do estudo americano afirmam que licença remunerada facilita a transição para a paternidade, com impactos positivos na saúde dos pais. A pesquisa sueca aponta benefício claro com duração intermediária da licença.
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