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Meteorito encontrado em Marte revela mineral inédito

Meteorito marciano revela granada andradita, sugerindo hidrotermalismo ou magmas distintos, com origem do fragmento ainda em avaliação

Os cientistas classificaram essa 1ª identificação de “um tipo de rocha contendo granada em um meteorito marciano” como “significativa”; na foto, "selfie" do rover Perseverance em Marte em 2021
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  • Meteorito marciano chamado NWA 8171 contém granada do tipo andradita, além de piroxênio, feldspato e apatita.
  • A descoberta foi publicada na revista Geochemical Perspectives Letters, na última semana.
  • É a primeira identificação de granada andradita em um meteorito vindo de Marte; ainda há a possibilidade de o fragmento ter sido de outro meteorito que caiu no planeta.
  • Os autores apresentam dois cenários: metamorfismo térmico com fluidos hidrotermais em Marte ou origem em um magma diferente, sugerindo diversidade de vulcanismo.
  • Pesquisadores realizarão análises adicionais para confirmar a origem e entender as condições ambientais históricas de Marte.

O meteorito vindo de Marte, identificado como NWA 8171, revelou pela primeira vez a presença de granada do tipo andradita em rocha marciana. A análise foi publicada recentemente na revista Geochemical Perspectives Letters, trazendo uma confirmação inédita sobre mineralogia marciana.

A descoberta aponta que a andradita é comum em certos ambientes de Terra, formados por calor intenso, fluidos quentes ou magmas específicos. Embora a origem marciana do fragmento seja provável, ainda há a risco de o meteorito ter chegado a Marte de outra queda, o que será confirmado por análises adicionais.

No meteorito NWA 8171, os cientistas encontraram uma rocha rojada por componentes como granada andradita, piroxênio, feldspato e apatita. A identificação foi considerada significativa por ampliar o repertório mineral já conhecido no planeta.

Entre as hipóteses levantadas, há a possibilidade de fluidos hidrotermais terem circulado em rochas marcianas, alterando sua química e contribuindo para a formação do meteorito. Caso seja assim, Marte teria passado por processos hidrotermais.

Outra hipótese aponta para a presença de magmas diferentes do que se conhece, sugerindo diversidade magma-tectônica no interior do planeta. Situações metasomáticas também são citadas como possíveis caminhos formativos.

Os pesquisadores destacam que, se comprovadas, as condições ambientais associadas a impactos ou intrusões de magma no subsolo marciano podem ter contribuído para esse tipo de rocha. O estudo visa entender melhor a evolução da crosta marciana ao longo do tempo.

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