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Mordida de macaco pode transmitir raiva e outras doenças, afirma biólogo

Morte de atriz turca é investigada como possível infecção após mordida de macaco, destacando risco de raiva e vírus Herpes B e necessidade de atendimento imediato

Imagem colorida de primata - Metrópoles
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  • A morte da atriz turca Ece Irtem é alvo de investigação e pode ter ligação com infecção após mordida de macaco, conforme sugestão de familiares.
  • Especialistas destacam riscos de zoonoses transmitidas por primatas, com possíveis vírus na saliva ou através de arranhões.
  • Doenças como raiva e o vírus Herpes B são citadas como preocupantes, com alta letalidade se não tratadas rapidamente.
  • Médicos orientam procurar atendimento hospitalar imediato após ferimento por animal silvestre, para receber protocolo preventivo.
  • Recomenda-se observar animais à distância, não alimentá-los nem tentar domesticá-los, para evitar ataques e proteger a saúde pública.

A morte da atriz turca Ece Irtem, anunciada na segunda-feira, é investigada como possível consequência de uma infecção transmitida por mordida de macaco. A hipótese acende o alerta sobre zoonoses ligadas a primatas e o risco de acidentes com ferimentos superficiais.

Especialistas ressaltam que a proximidade entre humanos e macacos facilita a circulação de microrganismos pela saliva ou por arranhões. O estudo de casos sugere que a raiva e o vírus Herpes B possuem potencial letal, se não forem tratados adequadamente.

Médicos orientam buscar atendimento imediato após qualquer ferimento envolvendo animais silvestres. O protocolo preventivo, com soro e vacina, é mais eficaz quando aplicado logo após o acidente, antes do aparecimento de sintomas.

Entenda

  • A semelhança biológica entre humanos e macacos favorece a transmissão de vírus e bactérias.
  • A raiva pode ter incubação longa e, ao manifestar sintomas, torna-se quase sempre fatal.
  • O Herpes B é letal em humanos, ainda que inofensivo para os macacos.
  • O tratamento pós-exposição é essencial para reduzir riscos.

O biólogo Fabiano Soares explica que nem sempre o ferimento reflete a gravidade da contaminação. Arranhões superficiais podem inocular patógenos no tecido humano, exigindo vigilância médica.

Ele também destaca que a boca dos macacos abriga bactérias que podem provocar infecções locais graves, que evoluem para sepse e falência de órgãos se não tratadas.

Segundo o especialista, os macacos não são naturalmente agressivos. Interações com turistas e moradores, como alimentar ou tentar tocar, geram estresse e podem provocar ataques.

A recomendação é clara: observar os animais à distância, evitar domesticação em áreas públicas e não oferecer comida. O distanciamento protege a saúde pública e ajuda a conservar a fauna silvestre.

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