- Segundo o relatório Work AI Index do Glean Institute, trabalhadores gastam 6,4 horas por semana fazendo a IA trabalhar.
- 87% dos profissionais usam IA no trabalho, e 75% dizem que a IA os torna mais produtivos, economizando cerca de 11 horas por semana com automação.
- Apesar disso, apenas 13% das empresas relatam aumento real de produtividade.
- O estudo aponta que o tempo não é realmente economizado: as horas são redirecionadas para uma nova camada de trabalho, como corrigir erros e explicar instruções novamente.
- O paradoxo é: a IA não reduz a carga total, mas transforma parte do tempo em tarefas de supervisão e ajuste.
O relatório Work AI Index, do Glean Institute, aponta que a IA pode poupar tempo, mas gera uma nova tarefa. Trabalhadores gastam em média 6,4 horas por semana para fazer a IA funcionar. Quase um dia perdido por semana.
O estudo envolve pesquisadores de Stanford, Berkeley e Notre Dame. Ele analisa como a IA é usada no dia a dia de trabalho e quais efeitos produz na produtividade.
Quase 9 em cada 10 trabalhadores pesquisados afirmam usar IA no trabalho. Entre eles, 75% dizem ganhar produtividade, estimando ganho de cerca de 11 horas semanais com a automação.
Apesar disso, apenas 13% das empresas relatam aumento real de produtividade. A distância entre percepção individual e dados corporativos é grande, segundo o relatório.
O que gera essa diferença: as horas não somem, apenas mudam de lugar. Elas se movem para uma nova camada de trabalho, que envolve corrigir erros, revisar respostas e reensinar instruções.
Implicações para gestão de tarefas
A situação descrita é chamada de paradoxo do botsitting: a IA não libera o trabalhador, mas cria uma nova demanda de supervisão e ajustes. O estudo sugere que o ganho está na automação, não na eliminação de tarefas.
Entre na conversa da comunidade