- Pesquisadores da Unesp, em parceria com o Instituto Granado de Tecnologia da Poliacrilonitrila (IGTPAN), desenvolveram um sistema que captura umidade do ar e a transforma em água potável.
- O coração da tecnologia é o polímero PANSAP, feito a partir de fibras têxteis recicladas, que age como uma esponja para absorver vapor de água do ambiente.
- Em testes, um módulo com cerca de 10 quilos do material produz entre 4 e 6 litros de água por dia; o vapor é condensado para virar água líquida.
- O sistema funciona com energia renovável, usando painéis solares, e pode operar em locais sem rios ou grandes reservas de água, com possível aplicação em Lima, no Peru.
- O polímero é produzido a partir de resíduos têxteis a um custo estimado de US$ 2,50 por quilo; a água gerada recebe análises e pode exigir remineralização antes do consumo, dentro de um modelo de economia circular.
Pesquisadores da Unesp, em parceria com o Instituto Granado de Tecnologia da Poliacrilonitrila (IGTPAN), desenvolveram um sistema que transforma a umidade do ar em água potável. O equipamento pode produzir até 6 litros de água por dia, usando fibras têxteis recicladas.
O coração da tecnologia é o polímero PANSAP, obtido a partir de fibras de poliacrilonitrila recicladas. Elas viram uma esponja que吸 vapor de água do ar e o armazena na sua estrutura.
Em testes de quase um ano, o módulo produziu entre 4 e 6 litros diários com cerca de 10 kg de material. O funcionamento não depende de grandes rios, apenas da umidade atmosférica disponível.
Potencial de uso e custos
A ideia é aplicar a tecnologia em regiões áridas e semiáridas, onde o acesso a água é mais crítico. Testes futuros podem ocorrer em Lima, Peru, com clima desértico e chuvas escassas.
O sistema funciona com energia renovável: painéis solares aquecem o material para condensação do vapor. O polímero pode custar cerca de US$ 2,50 por quilo, o que facilita a produção em larga escala.
A água gerada passa por análises de qualidade e apresenta baixos minerais. Recomenda-se a reposição de alguns elementos antes do consumo, semelhante a outros processos de tratamento.
A proposta também reforça a economia circular, reaproveitando resíduos têxteis na cadeia produtiva. Pesquisadores avaliam ampliar o uso para comunidades e estruturas maiores, conforme o número de módulos instalados.
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