- A USP vai permitir que fundações de apoio realizem importações em nome da universidade, em conceito piloto, para acelerar o processo.
- O piloto envolve duas entidades: Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp) e Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).
- A mudança se baseia na Lei da Inovação (Lei federal nº 10.973/2004) para facilitar cooperação entre instituições públicas e entidades de apoio.
- A expectativa é normalizar toda a fila de pedidos de importação em cerca de três meses, reduzindo entraves burocráticos.
- O modelo pode ser expandido para outras fundações conveniadas com a USP e servir de referência para modernização de importações científicas no país.
A Universidade de São Paulo (USP) anunciou uma solução para acelerar a importação de equipamentos, insumos e reagentes usados na pesquisa. O projeto envolve a transferência da responsabilidade de importação para fundações de apoio à universidade, com objetivo de reduzir entraves burocráticos.
O movimento foi estruturado como piloto, em parceria com a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp) e a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq). As entidades atuarão em conjunto com a USP para testar o novo modelo de importação.
A iniciativa partiu do Departamento de Administração e do Departamento de Convênios da USP, com apoio da Codage, da Procuradoria Geral e do Departamento Financeiro. O objetivo é tornar o processo mais ágil e previsível para projetos financiados.
Modelo inovador com fundações de apoio
Nesse arranjo, as fundações parceiras realizarão as importações em nome da USP, permitindo maior especialização nas etapas desde a contratação de fornecedores até o desembaraço aduaneiro. A base legal sustenta a cooperação entre órgãos públicos e entidades de apoio, conforme lei da inovação.
A expectativa é normalizar a fila de pedidos em cerca de três meses, frente aos prazos atuais. A proposta busca eliminar redundâncias administrativas e padronizar procedimentos, reduzindo o passivo acumulado.
Impacto direto na pesquisa
A agilidade nas importações deve ampliar a produtividade científica da USP e de instituições associadas. Equipamentos e insumos de alta tecnologia poderão chegar com maior rapidez aos laboratórios, evitando interrupções em cronogramas.
Pesquisadores ganham maior segurança na condução de projetos, sobretudo aqueles financiados por agências como a Fapesp. A iniciativa também pode servir de referência para a modernização de processos nacionais de importação científica.
Perspectivas de expansão
Após o piloto, o modelo pode ser estendido a outras fundações conveniadas com a USP. Com ajustes, a estratégia pode contribuir para a melhoria do sistema de pesquisa no Brasil, fortalecendo o ecossistema científico.
O projeto demonstra, segundo a gestão da USP, a capacidade institucional de criar soluções inovadoras com segurança jurídica, eficiência operacional e alinhamento estratégico para a pesquisa acadêmica.
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