- A Anvisa aprovou o registro do fezolinetanto, o primeiro medicamento não hormonal indicado para tratar fogachos da menopausa, com o nome comercial Veoza.
- O produto será comercializado pela farmacêutica Astellas e administrado em comprimidos de uso diário.
- A indicação é para mulheres com restrições à terapia hormonal, como histórico de câncer de mama, doenças cardiovasculares ou preferência por não usar hormônios.
- O medicamento age bloqueando receptores da neurocinina B no hipotálamo, reduzindo a ativação do circuito responsável pela percepção de calor.
- A aprovação foi anunciada em 22 de junho; a venda depende de a CMED definir o preço, sem prazo para conclusão.
A Anvisa aprovou o registro do fezolinetanto, primeiro medicamento não hormonal indicado para o tratamento de fogachos da menopausa. O produto será comercializado pela Astellas com o nome Veoza, em comprimidos de uso diário. A aprovação foi anunciada em 22 de junho no Brasil, ainda sujeito à definição de preço pela CMED.
Os fogachos ocorrem pela desorganização do circuito de regulação de temperatura no cérebro, especialmente no hipotálamo. Com a queda de estrogênio, a neurocinina B passa a ser ativada de forma inadequada, causando ondas de calor, vermelhidão e sudorese.
O fezolinetanto age bloqueando receptores da neurocinina B nos neurônios do hipotálamo, ao contrário das terapias hormonais que repõem hormônios. A expectativa é reduzir a frequência e a intensidade dos episódios vasomotores.
Antes da new opção, a terapia hormonal era considerada o tratamento padrão para fogachos. A chegada do medicamento amplia alternativas para mulheres com contraindicações ao uso de hormônios ou que preferem evitar essa abordagem.
Como funciona o Veoza
O fármaco atua no eixo que regula a temperatura, estabilizando a percepção térmica sem reposição hormonal. A expectativa é melhorar a qualidade de vida de pacientes com ondas de calor intensas, especialmente aquelas com histórico de câncer de mama ou doenças cardiovasculares.
Próximos passos
Apesar da aprovação, o início da comercialização depende da definição de preço pela CMED. Ainda não há prazo para a entrada do Veoza no mercado brasileiro. As autoridades destacam a importância de monitorar efeitos e resultados clínicos.
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