- Nos últimos quarenta anos, físicos teorizavam que a mecânica quântica poderia permitir um tipo de computador exponencialmente mais poderoso que os tradicionais.
- A chamada “utilidade quântica” está mais perto da realidade, com uma corrida para desenvolver máquinas precisas o bastante para modelar fenômenos reais complexos.
- Áreas com potencial de impacto incluem desenvolvimento de fármacos, modelagem financeira e inteligência artificial.
- Em 2024, a Google mostrou que seu processador quântico Willow resolveu um problema que os mais poderosos supercomputadores do mundo não teriam conseguido resolver desde o início do universo.
O avanço da computação quântica está deixando de ser teoria para ganhar utilidade prática. Pesquisadores afirmam que, após décadas de estudo, é possível usar a física quântica para desenvolver computadores significativamente mais potentes do que os clássicos em tarefas específicas. A corrida envolve tornar essas máquinas estáveis o suficiente para modelar fenômenos reais com precisão.
Especialistas apontam que o objetivo é criar sistemas que entreguem ganhos reais em áreas como ciência de materiais, simulação de reações químicas, finanças e IA. A promessa é acelerar descobertas e reduzir custos em setores que dependem de modelagem complexa. A busca é global e envolve diversas empresas e institutos de pesquisa.
Avanços e impactos
Em 2024, a empresa Google revelou que seu processador Willow resolveu um problema em cinco minutos que supercomputadores teriam dificuldade para enfrentar mesmo com o tempo do universo inteiro. O feito destacou o potencial de utilidade prática da computação quântica, embora ainda haja desafios técnicos a superar.
Analistas ressaltam que, embora o marco tenha mostrado capacidade, a computação quântica prática exige maior fidelidade na simulação de sistemas complexos e redução de erros. A inovação pode abrir caminhos para aplicações industriais, farmacêuticas e tecnológicas, com impactos ainda em avaliação de riscos e otimização de investimentos.
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