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Doses da vacina contra poliomielite são aplicadas pelo SUS

SUS passa a aplicar cinco doses da vacina inativada contra poliomielite, com reforços aos 15 meses e aos 4 anos, a partir de agosto

Vacinação de crianças contra a poliomielite
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  • A partir de agosto, o SUS passa a oferecer cinco doses da vacina contra poliomielite contendo vírus inativado, aplicadas em crianças com menos de cinco anos.
  • O esquema fica: três doses básicas aos 2, 4 e 6 meses, seguidas de dois reforços aos 15 meses e aos 4 anos, todas com a vacina injetável.
  • A mudança elimina a segunda dose de reforço com a vacina oral, mantendo apenas a versão injetável, conforme nota técnica do Programa Nacional de Imunizações.
  • A regra entra em vigor no dia 3 de agosto; crianças menores de cinco anos sem as cinco doses devem procurar o posto de saúde para atualização vacinal.
  • O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e é considerado área livre desde 1994, mas o vírus ainda circula em alguns países, o que reforça a importância da vacinação.

A partir de agosto, o SUS passa a oferecer cinco doses da vacina contra poliomielite, todas injetáveis. O novo esquema vale para crianças de até 4 anos e usa apenas a vacina inativada.

O retorno ao formato vigente até 2024 substitui a aplicação de vacina oral por uma dose de reforço. O calendário passa a incluir três doses básicas aos 2, 4 e 6 meses, seguidas de dois reforços aos 15 meses e aos 4 anos.

A mudança foi anunciada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) após reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações. A vigência começa no dia 3 de agosto, conforme nota técnica.

Motivo da mudança

A proteção conferida pela vacina tende a diminuir com o tempo, segundo especialistas. Com as duas reforçadas, a efetividade permanece mais alta, alinhada ao padrão da Organização Mundial de Saúde.

Isabela Ballalai, diretora da SBI, destaca que a poliomielite está controlada no Brasil, mas há surtos globais que elevam o risco de retorno do vírus. Por isso, manter dois reforços é recomendado pela OMS.

A recomendação alcança menores de 5 anos, grupo com maior risco de quadros graves. Em situações de surtos, adultos também podem ser vacinados para reduzir a transmissão.

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e possui certificado de área livre desde 1994. Apesar da erradicação local, a doença persiste em alguns países, justificando a continuidade da vacinação.

Historicamente, entre 1968 e 1989 houve mais de 26 mil casos no país. A poliomielite pode causar paralisia e morte ao atingir o sistema nervoso central, motivo pelo qual é chamada de paralisia infantil.

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