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Naufrágio de 275 anos revela porcelanas chinesas intactas no mar da Noruega

Naufrágio de 275 anos no estreito de Skagerrak guarda porcelanas chinesas intactas e carga diversa, revelando detalhes do comércio europeu–asiático do século XVIII

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  • Localizado no estreito de Skagerrak, a cerca de 600 metros de profundidade, entre Noruega e Dinamarca, o Naufrágio da Porcelana afundou por volta de 1750 e oferece visão detalhada do comércio do século XVIII.
  • A carga preservada inclui porcelana chinesa decorada, peças de vidro, cálices, lustres, cordas, utensílios domésticos e até um fogão de ferro fundido; barris com grãos e caixas lacradas podem guardar tecidos, chá e ervas medicinais.
  • A descoberta ocorreu quando o relojoeiro Espen Saastad identificou a embarcação durante operação subaquática, com cooperação de arqueólogos; a localização remota contribuiu para a conservação do navio.
  • Acessos foram feitos com veículo subaquático operado remotamente, equipado com câmeras, braço mecânico e sistema de coleta; a fotogrametria criou um modelo tridimensional da embarcação.
  • Atrações do sítio incluem duas âncoras próximas à proa e grande parte da carga ainda dentro do casco; o local está protegido pela lei de patrimônio cultural da Noruega, com pesquisas em curso para entender origem, destino e tripulação.

Um naufrágio no estreito de Skagerrak, entre Noruega e Dinamarca, guarda porcelanas chinesas intactas a cerca de 600 metros de profundidade. O achado, apelidado de “Naufrágio da Porcelana”, remonta a aproximadamente 275 anos, por volta de 1750, e oferece um retrato do comércio marítimo do século XVIII. A descoberta ocorreu durante uma operação de exploração subaquática.

O casco preservou grande parte da carga, permitindo a identificação de porcelanas decoradas, peças de vidro, cálices, lustres, cordas e utensílios domésticos. Também foram encontrados barris com grãos e caixas lacradas contendo tecidos, chá, ervas medicinais e medicamentos. A conservação é descrita pelos especialistas como excepcional.

A descoberta ocorreu após o relojoeiro norueguês Espen Saastad reconhecer a embarcação durante uma missão subaquática. Ele comunicou as autoridades e passou a colaborar com arqueólogos responsáveis pela investigação. O local permanece quase intacto devido à posição remota e às profundezas, que afastam correntes e saques.

Metodologias de estudo

Para mapear o sítio, a equipe utilizou um veículo submarino operado remotamente com câmeras, braço mecânico e sistema de coleta. O equipamento registrou imagens detalhadas e recuperou itens para análise. A fotogrametria criou um modelo tridimensional preciso da embarcação.

Principais achados

Entre as porcelanas, destacam-se peças batávia e Blanc de Chine, além de uma xícara com monograma que pode indicar proprietários ou fabricantes. A embarcação é avaliada como galiota de cerca de 22 metros de comprimento, comum no norte da Europa no século XVIII.

Quase duas âncoras permanecem próximas à proa, enquanto grande parte da carga ainda está armazenada no casco. Várias perguntas ainda não têm respostas, como origem da viagem, destino final e o paradeiro da tripulação.

Proteção e desdobramentos

O naufrágio é protegido pela legislação de patrimônio cultural da Noruega, com recursos destinados à pesquisa e à conservação dos materiais. Os estudiosos esperam que a investigação revele mais detalhes sobre o comércio internacional e a vida marítima de uma época crucial da navegação.

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