- Milhões de brasileiros recorrem a descongestionantes nasais para respirar melhor, inclusive spray como o Neosoro.
- O uso frequente pode impactar o sistema cardiovascular e elevar a pressão arterial, segundo especialistas.
- Descongestionantes vasoconstritores atuam reduzindo o diâmetro de vasos na mucosa nasal, promovendo alívio rápido da obstrução.
- O benefício rápido pode esconder riscos como dependência, efeito rebote e alterações na pressão arterial ou no funcionamento do coração.
O uso frequente de descongestionantes nasais, como o spray Neosoro, pode melhorar rapidamente a respiração, mas existe o risco de efeitos no sistema cardiovascular. Profissionais de saúde alertam para possíveis alterações na pressão arterial e no funcionamento do coração.
Estudos e especialistas indicam que a nafazolina, vasoconstritor presente no Neosoro, atua nos vasos da mucosa nasal para reduzir o inchaço. O resultado é o alívio imediato da obstrução, mas o mecanismo pode trazer efeitos colaterais a depender da frequência de uso.
Doutora em Neuroimunologia e professora de Farmacologia da UFF, Carla Valéria Vieira Guilarducci, explica que o entupimento nem sempre se deve apenas a catarro; a dilatação e inflamação dos vasos nasais também dificultam a passagem de ar. O medicamento age restringindo o fluxo sanguíneo na região.
Com o uso repetido, surgem preocupações sobre dependência, efeito rebote e alterações na pressão arterial. Profissionais destacam que a vantagem do alívio rápido pode vir acompanhada de risco cardiovascular, especialmente em pessoas com fatores de risco.
Riscos cardíacos e recomendações
A explicação técnica aponta que a nafazolina se liga a receptores vasculares, reduzindo o calibre de artérias e veias da mucosa nasal. Em consequência, ocorre diminuição do fluxo sanguíneo local e alívio temporário da obstrução.
Especialistas ressaltam a necessidade de uso cauteloso, evitando aplicação prolongada ou em grandes quantidades. O ideal é buscar orientação médica caso a obstrução persista por mais de poucos dias, para avaliar alternativas seguras.
Dados de uso frequente indicam que o benefício imediato pode mascarar efeitos adversos, como elevação da pressão arterial e estresse no ritmo cardíaco. A recomendação clínica é priorizar tratamentos não farmacológicos ou opções menos agressivas quando possível.
Profissionais de saúde orientam que o leitor procure orientação médica diante de sintomas recorrentes ou quando houver histórico de hipertensão, arritmias ou doenças cardíacas. A avaliação é essencial para evitar complicações.
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