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Pesquisa visa melhorar acolhimento ao luto no Brasil

Pesquisa da UFMG busca voluntários que perderam entes queridos entre 2020 e 2025 para aprimorar o acolhimento psicológico no Brasil, no Dia Nacional do Luto

Foto: Divulgação Pexels Saplak / DINO
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  • Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais buscam voluntários no Brasil que tenham perdido um ente querido entre 2020 e 2025 para aprimorar o acolhimento psicológico no luto, por meio do estudo Representações da morte entre o luto e o trauma (ReDGriT).
  • O projeto é conduzido pela doutoranda Gislaine Leoncio Motti, com orientação da professora Ingrid Faria Gianordoli-Nascimento, e faz parte de uma iniciativa voltada a formas mais eficazes de suporte emocional.
  • O mês do Dia Nacional do Luto, em 19 de junho, é utilizado para ampliar a reflexão sobre a importância de falar sobre a morte, fortalecer redes de apoio e romper tabus.
  • Especialistas destacam que o luto é um processo natural sem prazo fixo e que o apoio pode se estender além de rituais como velório e enterro, especialmente em momentos de dor prolongada.
  • O Grupo Zelo tem investido em conteúdos e plataformas de suporte emocional, como o podcast Bucket List e o Portal Além da Perda, para ampliar o acolhimento do luto em contextos presenciais e digitais.

A UFMG está conduzindo uma pesquisa sobre o acolhimento ao luto no Brasil. O estudo busca voluntários que perderam entes queridos entre 2020 e 2025 para embasar novas estratégias de cuidado psicológico. O projeto é coordenado pela doutoranda Gislaine Leoncio Motti, sob orientação de Ingrid Faria Gianordoli-Nascimento.

A iniciativa, ligada ao Programa de Pós-graduação em Psicologia da universidade, pretende mapear representações da morte entre o luto e o trauma. O objetivo é fortalecer redes de apoio e romper tabus que cercam a morte na sociedade brasileira.

Especialistas ressaltam a importância de criar espaços de fala sobre o tema. A psicóloga Daniela Bittar aponta que o velório facilita o compartilhamento, mas o silêncio após os rituais pode intensificar a dor. O luto é apresentado como processo natural, sem prazo fixo.

A pesquisadora destaca que acontecimentos recentes mostram a necessidade de apoio contínuo. O estudo propõe identificar caminhos mais eficazes de acolhimento e a intermediação entre familiares e serviços de saúde mental.

Ações para o acolhimento

Profissionais e organizações vêm ampliando o suporte via canais digitais. Redes sociais ajudam a manter vínculos com quem partiu, segundo Bittar, que cita a utilidade de plataformas para memória e reconexão.

O Grupo Zelo, maior empresa de serviços funerários do país, investe em conteúdos de enfrentamento ao luto. Entre iniciativas estão conteúdos informativos, podcasts e o Portal Além da Perda, que visam reduzir o estigma sobre a morte.

O diretor Alessandro Oliveira afirma que o objetivo é oferecer um ambiente seguro para o luto, tanto no espaço físico quanto no digital. A partir dessas práticas, a ideia é transformar a experiência de perda em um processo mais humano e respeitoso.

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