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Vikings na Copa: quem eram e por que não eram como imaginávamos

Torcida da Noruega faz remada viking em comemoração; estudo genético mostra diversidade entre vikings, desmontando estereótipos

Jogadores reproduziram em campo a remada viking, que virou símbolo da torcida norueguesa - (crédito: Getty Images)
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  • Torcedores da Noruega celebraram a vitória sobre Senegal com uma coreografia que simula a remada viking, em referência à tradição marítima do país.
  • O meio-campista Martin Ødegaard liderou a festa, tocando tambor e baquetas no gramado durante a comemoração.
  • Os vikings eram povos originários da Escandinávia (Dinamarca, Suécia e Noruega), ativos entre os séculos oito e onze, com atividades que combinavam saque, comércio e exploração.
  • Estudo genético com 442 genomes vikings revelou grande diversidade genética, com heranças do sul da Europa e da Ásia; ser loiro era menos comum na época. As rotas levaram dineses à Inglaterra, noruegueses à Irlanda, Islândia e Groenlândia, e suecos ao Mar Báltico.
  • A identidade viking não era definida pela etnia, mas por um estilo de vida compartilhado, conforme o pesquisador Eske Willerslev.

Ao vencer por 3 a 2 sobre Senegal, a seleção da Noruega celebrou em campo com movimentos de remada sincronizados, enquanto o médio Martin Ødegaard comandava o tambor e as baquetas. A comemoração remeteu à remada viking, símbolo recorrente da torcida.

Os torcedores repetiram a coreografia em várias partidas da Copa do Mundo de 2026, associando as tradições marítimas ao desempenho da equipe. Em cada jogo, a remada vira referência visual da torcida norueguesa.

Quem eram os vikings

Os vikings eram povos originários da Escandinávia, englobando Dinamarca, Suécia e Noruega. Entre 8º e 11º século, atuaram tanto em saques quanto em comércio, expandindo-se pela Europa e além.

Aparelhos de navegação, barcos rápidos e técnicas de construção permitiam deslocamentos longos. A agricultura incluía cevada, repolho e nabo, parte das despensas dos vikings. A joalheria também tinha função cultural e religiosa.

A expansão viking

O comércio ganhou peso com o tempo, conectando o norte europeu a Bizâncio e ao mundo árabe. O rio Volga foi rota-chave, dando origem ao povo rus e ao nome Rússia. Saques e trocas viabilizaram aquisição de sal, corantes e especiarias.

Itens saqueados de mosteiros facilitaram compras em propriedades agrícolas locais. Entre os bens negociais estavam mel, peles e, lamentavelmente, escravizados. As viagens alcançaram a América do Norte no fim do século 10.

Navegação e tecnologia

Navios vikings combinavam velocidade com grande capacidade de transporte. Cabiam muitos homens e avançavam por rios com menor resistência. A bússola solar, um círculo com um pino, ajudava a medir o sol e o horário do dia.

Cristais usados na navegação permitiam apontar direção, mesmo com neblina, quando o sol era visível. Técnicas e instrumentos refletem o papel central da engenharia naval na expansão.

Por que não são apenas guerreiros

Estudos genéticos desconstroem a imagem de vikings como deformadores de fronteiras. Pesquisadores analisaram genomas antigos de 442 indivíduos, de mais de 80 sítios arqueológicos, incluindo túmulos vikings.

Os resultados indicam origens do sul da Europa e da Ásia, mostrando diversidade genética entre as populações. Loira não era a regra; a diversidade era a norma entre os vikings da era clássica.

Identidade viking vai além da etnia

A pesquisa aponta que a identidade viking não depende apenas de herança genética. Grupos de dinamarqueses, noruegueses e suecos atuaram em rotas distintas pela Europa, evidenciando uma identidade social compartilhada.

O estudo reforça que o termo viking descreve um estilo de vida, não uma característica étnica única. O avanço científico aproxima a compreensão da história com mais nuance.

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