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Anvisa aprova o primeiro medicamento sem hormônios para ondas de calor da menopausa

Anvisa aprova medicamento não hormonal Veoza para SVM da menopausa, reduzindo ondas de calor e suores noturnos em até 53% em quatro semanas

Anvisa aprova primeiro medicamento sem hormônios para combater ondas de calor da menopausa
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  • A Anvisa aprovou Veoza, o primeiro medicamento não hormonal para tratar sintomas vasomotores da menopausa, como ondas de calor.
  • O fármaco, cujo princípio ativo é o fezolinetanto, atua bloqueando a neurocinina B no cérebro, reduzindo ondas de calor e suores noturnos.
  • Em quatro semanas de tratamento, houve queda média de 53% nas ondas diárias de calor em relação ao placebo.
  • A intensidade dos sintomas também ficou menor entre quem utilizou Veoza.
  • A Agência Europeia de Medicamentos estima que a prevalência global de sintomas vasomotores associados à menopausa varie de 11% a 47% em mulheres com mais de 40 anos.

A Anvisa aprovou o primeiro medicamento sem hormônios para tratar ondas de calor associadas à menopausa. O fármaco não hormonal, indicado para sintomas vasomotores moderados a intensos, recebeu o registro para uso no Brasil. O anúncio foi feito pela agência regulatória nesta terça-feira.

Chamado Veoza, o fezolinetanto atua bloqueando a neurocinina B no cérebro, reduzindo o número e a intensidade das ondas de calor e dos sudorese noturnos. O objetivo é amenizar os episódios de rubor e calor, com maior foco nas regiões da cabeça, pescoço e parte superior do tronco.

Em avaliações clínicas, o tratamento de quatro semanas resultou em redução média de 53% nas ondas diárias de calor. Além disso, a severidade dos sintomas apresentou melhora significativa frente ao placebo. Os dados ajudam a embasar a aprovação regulatória.

O medicamento se insere em um contexto de busca por opções não hormonais para menopausa. Estima-se que a prevalência de sintomas vasomotores globalmente varie entre 11% e 47% entre mulheres acima de 40 anos, segundo a EMA.

Contexto e próximos passos

A aprovação representa mais uma alternativa para mulheres que não podem ou não desejam usar terapias hormonais. Médicos deverão avaliar indicativos como histórico de doença cardiovascular e câncer de mama antes de indicar Veoza.

A Anvisa destacou que a avaliação de segurança continuará ao longo do uso comercial, com monitoramento de efeitos adversos. A decisão foi tomada com base em dados de estudos clínicos conduzidos previamente.

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