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China supera EUA no ranking de supercomputadores mais potentes

China assume a liderança mundial em supercomputação com LineShine, atingindo 2,198 exaflops e 20% acima do El Capitan, com arquitetura baseada em CPU

Supercomputador
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  • A China ficou em primeiro lugar no TOP500 de junho de 2026, com o LineShine substituindo El Capitan no topo e encerrando uma década de domínio dos EUA.
  • O LineShine atingiu 2,198 exaflops no benchmark HPL, ante 1,809 exaflops do El Capitan, cerca de 20% mais potente.
  • O sistema está instalado no Centro Nacional de Supercomputação de Shenzhen, marcando uma mudança relevante na liderança global.
  • O projeto usa CPUs como base de processamento: a CPU LX2, projetada pela Huawei, com dois dies por chip e memória HBM, cada pastilha com 152 núcleos ARMv9, com suporte a SVE e SME.
  • O desempenho impressiona também porque foge do padrão de depender fortemente de GPUs, destacando o papel das CPUs na principal máquina de alto desempenho.

O ranking TOP500 dos supercomputadores mais potentes do mundo, divulgado em junho de 2026, mostra uma mudança histórica. O LineShine, instalado no Centro Nacional de Supercomputação de Shenzhen, alcançou a primeira posição, interrompendo a hegemonia dos EUA que perdurava desde 2017. A lista foi elaborada com base em testes de desempenho e avaliação de capacidade de processamento.

O LineShine registrou 2,198 exaflops no benchmark HPL, frente a 1,809 exaflops do El Capitan, da Califórnia. Assim, a máquina chinesa é cerca de 20% mais potente que o líder anterior dos Estados Unidos, segundo a metodologia da TOP500.

O feito é ainda mais notável pelo caminho de construção. Enquanto muitos supercomputadores modernos dependem fortemente de GPUs, o LineShine se sustenta principalmente em CPUs. A escolha diferencial envolve a CPU LX2, desenvolvida pela Huawei, com dois dies de computação e memória HBM em cada pastilha.

Cada die da LX2 traz 152 núcleos ARMv9 com suporte a SVE e SME, o que contribui para a alta capacidade de cálculo com uma arquitetura centrada em CPU. O design direto em CPUs representa uma abordagem distinta em relação a rivais que utilizam mais GPUs.

A mudança de liderança ocorre no contexto de avanços em arquitetura de processadores para computação de alto desempenho. Shenzhen, no sul da China, passa a sediar o supercomputador campeão, ampliando o protagonismo da região em pesquisa avançada.

Fontes da comunidade de computação de alto desempenho indicam que o LineShine pode impactar pesquisas em clima, biociência e simulações físicas. A transição de liderança também levanta discussões sobre investimentos e estratégias de I&D em ciência da computação.

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