- A Lista Nacional Oficial de Fauna Ameaçada foi atualizada: entram 180 espécies ou subespécies e saem 150, após avaliação do ICMBio.
- Entre as inclusões estão a arara-azul-grande (anodorhynchus hyacinthinus) em Vulnerável, o bugio-preto (alouatta caraya) e o tamanduaí (cyclopes rufus); a lista passa a ter 790 espécies ou subespécies.
- Também há a Lista Nacional Oficial de Espécies de Fauna Extintas, com nove espécies, sendo seis aves, duas anfíbias e um mamífero: o roedor de Vespucci (noronhomys vespuccii) de Fernando de Noronha.
- O levantamento abrange mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, com as categorias vulnerável, em perigo, criticamente em perigo, possivelmente extintas e extinta na natureza.
- O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirma que a lista é ferramenta essencial para proteção da biodiversidade, reconhecendo a situação das espécies e abrindo caminho para planos de recuperação e conservação.
A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção foi atualizada após avaliações de conservação realizadas pelo ICMBio. O novo documento reúne 790 espécies ou subespécies em risco e atualiza a versão anterior de 2022.
Foram incluídas 180 espécies ou subespécies, entre elas a arara-azul-grande, que passou a ser classificada como Vulnerável, além do bugio-preto e do tamanduaí. Outras 150 espécies foram removidas da lista.
A atualização envolve mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, distribuídos em cinco categorias: Vulneráveis, Em Perigo, Criticamente em Perigo, Possivelmente Extintas e Extintas na Natureza. A maior parte das espécies listadas são invertebrados terrestres.
Entre as nove espécies presentes na Lista de Fauna Extinta, seis são aves, duas são anfíbios e há um mamífero: o roedor de Vespucci, que ocorria em Fernando de Noronha.
Proteção da biodiversidade
De acordo com o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a lista é um dos instrumentos mais importantes para a proteção da biodiversidade brasileira. O documento abre caminho para planos de recuperação e conservação, reconhecendo a situação das espécies nacionais.
O presidente do ICMBio ressalta que poucos países avaliam a biodiversidade com a abrangência do Brasil, reforçando a relevância técnica do levantamento. A atualização resulta de cooperação entre comunidade científica e organizações da sociedade civil.
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