- Pesquisas identificam presença de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) e microplásticos em águas profundas da Bacia de Santos, principal região petrolífera do país.
- POPs não são produzidos localmente e chegam ao fundo do mar transportados por correntes atmosféricas e oceânicas.
- Esses poluentes atuam como disruptores endócrinos, comprometendo o sistema hormonal e a reprodução de várias espécies, inclusive o ser humano.
- Os plásticos se fragmentam no ambiente marinho, gerando microplásticos e nanoplásticos que mantêm impactos ao longo do tempo.
- O episódio Ambiente é o Meio #227 apresenta uma entrevista com o biólogo Gabriel Stefanelli sobre os achados na região.
O episódio 227 do podcast Ambiente é o Meio aborda a presença de microplásticos e POPs na Bacia de Santos. O tema é apresentado pelo biólogo Gabriel Stefanelli, pesquisador com mestrado em ecologia pelo INPA e doutorado em oceanografia pela USP.
As pesquisas de Stefanelli identificaram a presença de Poluentes Orgânicos Persistentes em sedimentos e em peixes da região. Segundo ele, essas substâncias tóxicas não são produzidas localmente, chegando ao fundo do mar por correntes atmosféricas e oceânicas.
Os POPs atuam como disruptores endócrinos, comprometendo o sistema hormonal e afetando a reprodução de várias espécies, inclusive a humana. A conversa também explica como os plásticos se fragmentam, gerando microplásticos e nanoplásticos com impactos persistentes.
Além da contaminação, o estudo aponta que a Bacia de Santos é uma área sedimentar marítima que se estende do Rio de Janeiro a Santa Catarina e abriga grandes campos do pré-sal, ampliando a relevância ambiental da região.
O pesquisador detalha a dinâmica de transporte desses poluentes até o fundo marinho e a importância de monitoramentos contínuos para entender riscos ecológicos e à saúde pública.
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